Há poucos dias o Presidente Donald Trump esteve na China, agora é a vez do Presidente Vladimir Putin lá ir. A China está cada vez mais a ser o palco da diplomacia mundial, com os líderes das grandes potencias a afirmar que têm com a China “níveis de entendimento sem precedentes”. Não será estranho o facto de Xi Jinping ter lançado o seu programa Silk and Belt Road, onde a atividade comercial e a influência (soft power) chinesa passou a ter uma pegada ao nível planetário. Algo que os portugueses fizeram há 600 anos atrás, e que ainda hoje mostra algumas referências com potencial positivo.
A expetativa com que nos deparamos com a visita de Putin a Pequim é, o que é que vai sair desses encontros? Isto porque dos encontros com os Estados Unidos (para além de “promessas” de compra de aviões comerciais) pouco ou nada saiu de concreto. A china é apologista de um Mundo multipolar e estável em termos de segurança, sendo também defensora do papel das Nações Unidas. A Rússia poderá (deverá) alinhar nesta perspectiva e eventualmente precipitar o fim do conflito na Ucrânia deixando os Estados Unidos fora da resolução e a braços com um conflito que iniciaram e um (contra)bloqueio no Estreito de Ormuz.
Porém, o Estreito de Ormuz não é o único Chok Point que a liberdade dos mares enfrenta. Há pelo menos nove “global chok points” a levar em consideração quando se trata da atividade marítima chinesa e, portanto, dos mercados mundiais.















