Nas operações de apoio à paz, o ponto de menor receio coincide com o ponto de maior perigo.
Os veteranos operacionais sabem a coragem não se traduz em ações temerárias, mas sim no reconhecimento do medo, arranjando forma de o contornar para continuarem a operar. O excesso de confiança é o maior produtor de heróis mortos.

Heróis prematuramente mortos não ajudam os que cá ficam a aprenderem com os seus erros e sucessos (Lessons Learned); quando muito são uteis para nomear ruas e avenidas quando o caixão regressa a casa. O mantra do peacekeeper é: “sobrevive para continuar a operar”!
Há uma grande diferença entre evitarmos o contacto de forma cobarde, e tomarmos medidas preventivas para continuar a operar. No final, o que conta é atingirmos o objetivo, e não cumprirmos as tarefas inicialmente planeadas.
Em Sarajevo (1992-1995) o excesso de confiança, a inexperiência resultante da falta de “lições aprendidas” e a ausência de medidas preventivas atempadas foram os grandes fornecedores dos cemitérios locais.

Vamos discutir este e outros assuntos na tertúlia de dia 24 de junho, no Museu do Combatente. Apareçam!

