Era uma vez um jovem que adorava aviões e tudo o que se relacionava com o mundo aeronáutico. Ninguém estranhou que, quando atingiu a idade e as habilitações académicas necessárias, esse jovem se tenha voluntariado para ingressar na Força Aérea Portuguesa.
Cerca de 39 anos depois, com o posto de Coronel, ainda jovem no espírito mas carregado de inúmeras experiências impares, o veterano deu lugar aos mais novos e retirou-se para escrever as histórias da sua veteranice.
Chegou a minha altura em que “a pena é mais poderosa do que a espada”.
Até muito breve … obrigado
Chegou a altura em que a pena é mais poderosa do que a espada
Cumpre-se hoje (11 de setembro 2026) o 25º aniversário do ataque terrorista às Torres Gémeas de Nova Iorque (EUA). Já muito foi dito e mostrado sobre este terrível evento, mas muito mais haverá por dizer (e nem sabemos se alguma vez será dito “tudo” o que deveria ser conhecido) no futuro. Contudo, há uma coisa que poucos saberão: Este ataque foi objeto de um pedido dos Estados Unidos para a ativação do famoso Artigo 5º da Aliança Atlântica (um ataque a um país da NATO é um ataque a todos os países da NATO). De imediato a NATO fez descolar de Geilenkirchen (Alemanha) um dos seus (12) aviões E-3A Sentry (os aviões RADAR de aviso antecipado – AWACS) seguir para os Estados Unidos, e manteve um perlongado destacamento dessa componente aérea em território Norte-americano, em apoio ao esforço dos Estados Unidos em vigilar cada centímetro do seu espaço aéreo. A bordo desses aparelhos da NATO seguiam militares da Força Aérea Portuguesa, que assim disseram “presente” quando um dos aliados realmente necessitou de ajuda, cumprindo o lema da Força Aérea – Ex Mero Motu (à primeira solicitação).
1966 – É criado o Serviço de Assistência Religiosa (SAR) da Força Aérea (Decreto-Lei 47188, DG 209 Série 1). O SAR regulamentado por um Despacho do Secretário de Estado da Aeronáutica (junho de 1967).
1889 – A organização do Exército previa existir, junto à Direção do Serviço de Engenharia, a Inspeção do Serviço Telegráfico de Guarnição e Aerostação e de Pombos Militares (Decreto OE 9, 1ª Série de 11 setembro, p. 234).
1917 – Iniciaram-se os voos de teste e de adaptação à pista da Esquadrilha da Aeronáutica Militar destacada para Moçambique no âmbito da defesa do território na Primeira Guerra Mundial. A Esquadrilha era constituída por três F-40 existentes em Vila Nova da Rainha, (que foram desmontados e seguiram por navio para Moçambique). Cada avião podia transportar um piloto e um artilheiro/observador, e estava equipado com uma metralhadora Lewis de 7,7mm, à frente, podendo transportar ainda, diversas bombas ligeiras. A aeronave permitia uma autonomia de 2h e 20 min, com uma velocidade máxima de 110 km/h e um teto de 3750 metros. A esquadrilha – a primeira esquadrilha operacional a ser formada – era constituída por três aviadores, três observadores e três mecânicos, respetivamente, tenente de Cavalaria João Luís de Moura, tenente de Cavalaria Francisco Cunha Aragão; alferes de Cavalaria Jorge de Sousa Gorgulho; tenente de Cavalaria Teodorico Ferreira dos Santos (que inicialmente a comandou); tenente de Artilharia Santos Guerra; alferes de Infantaria (observador) Pinheiro Correa e Norberto Gonçalves; e dois mecânicos franceses contratados à firma Farman. Coube ao alferes Jorge Gorgulho realizar o voo que correu com êxito, sendo o primeiro voo feito por um português no Continente Africano! O Alferes Jorge Gorgulho viria posteriormente a falecer num acidente aéreo com o seu F-40 em Moçambique.
2010 – Pela primeira vez um militar do género feminino assumiu funções de Comandante de Esquadra de voo na FAP. A Ordem de Serviço da BA6 175 de 16 de setembro diz: “Passou a desempenhar funções como Comandante de Esquadra de voo, na Esquadra 502 (C-295), desse 07SET10, a (então) Major PILAV Diná Joana Ferreira Azevedo”.
1974 – É constituído o Aeródromo de Manobra nº 101, em Vila Pery (Moçambique), na dependência da Base Aérea nº10, sob o Comando da 3ª Região Aérea (Portaria 572/74 DG 208 Série 1). Era anteriormente designado Aeródromo de Recurso.
When one travels well inside Afghanistan’s landscape, on the Central Highlands of the Indukush, one may still encounter remains of the old Silk road. Fortresses constructed to host and protect the passing-by caravans.
That is the beauty of the UN mission for Afghanistan (UNAMA); respecting the conflict restrictions but, simultaneously, profiting from every opportunity to engage with the locals and do proper Civil Military Coordination (CIMIC).
No mês de maio de 2024, questionei-me “quanto tempo levaria a ler 100 livros sem o efeito de pressão” (nas calmas). A resposta é: “dois anos e três meses”. Escolhi este clássico “1984” de George Orwell, porque a forma como se apresenta como um tratado imaginário sobre o totalitarismo, me parece absolutamente atual. “Big brother is watching you” de um lado, oligarquias de outro, maníacos que tentam reescrever o passado e eliminar a liberdade de imprensa, estamos a ter de tudo um pouco.
Um bom livro, com uma mensagem muito atual – “Quando um exército todo poderoso se apresenta de forma arrogante no campo de batalha, é humilhantemente derrotado por uma trupe de fanáticos motivados”.
Pena ser uma trilogia. Lá vou ter de ir à procura dos outros dois.
After the end of the deadliest military conflict in Europe since World War II, the author unveils his mission diary regarding the UN Protection Force for Bosnia Herzegovina. Taking the role of a narrator he creates a character – Captain Alex – who personifies the author’s multiple field experiences, recounting the true story of the last year (1995) of the war in the Balkans.In an environment of suspicion and espionage, Captain Alex leads a Team of UN Military Observers tasked to survey the No Fly Zone. Operating from Yugoslavia, Alex reports dozens of violations to the UN Resolutions. He then suffers the hardship of the war in Croatia and Bosnia. He witnesses in loco the Croatian military offensive to regain the full sovereignty of their territory and redeploys to Bosnia where he undergoes all the major events leading to the Dayton Peace Agreements.This book portrays the life of a UN Military Observer, striving to accomplish his Peacekeeper mission in a territory devastated by an ongoing war. Although not exempt of serious dangers, the life of a Peacekeeper is an experience full of adventure, compassion and camaraderie, which fulfills the sensation of “having done something worthwhile”.
1915 – É publicada a abertura de um concurso para seis oficiais do Exército ou da Armada serem enviados ao estrangeiro para uma escola de aviação, a fim de receberem a “carta de piloto internacional”. Estes oficiais tinham de ter pelo menos 30 anos de idade, e comprometerem-se a cumprir missão na Serviço de Aeronáutica Militar durante no mínimo de dois anos. Uma das condições era o reembolso da verba gasta pelo Estado, caso o candidato não conseguisse obter o seu brevet.
1943 – Durante a Segunda Guerra Mundial, apesar da neutralidade declarada de Salazar, os portugueses e os britânicos assinaram um acordo que concedia instalações no Porto da Horta e direitos aéreos no Campo das Lajes na Ilha Terceira. A ocupação começou com os ingleses, mas Salazar estendeu ainda mais o acordo para incluir os americanos, sob a condição de que mantivessem discrição e colaborassem ao lado dos britânicos. Os americanos também iniciaram as suas próprias negociações, usando a Pan American Airways como estratégia para garantir instalações aéreas na Ilha Terceira e iniciar a construção de um novo aeroporto na Ilha Santa Maria. Disfarçado como um acordo aéreo comercial, os americanos estabeleceram clandestinamente uma nova base em Santa Maria em apenas seis meses.