Era uma vez um jovem que adorava aviões e tudo o que se relacionava com o mundo aeronáutico. Ninguém estranhou que, quando atingiu a idade e as habilitações académicas necessárias, esse jovem se tenha voluntariado para ingressar na Força Aérea Portuguesa.
Cerca de 39 anos depois, com o posto de Coronel, ainda jovem no espírito mas carregado de inúmeras experiências impares, o veterano deu lugar aos mais novos e retirou-se para escrever as histórias da sua veteranice.
Chegou a minha altura em que “a pena é mais poderosa do que a espada”.
Até muito breve … obrigado
Chegou a altura em que a pena é mais poderosa do que a espada
Sabiam que, durante a Segunda Guerra Mundial, mais de 600 aviadores e 134 aviões beligerantes caíram ou aterraram em Portugal? Erros de navegação, avarias em voo, combates aéreos, tudo contribuiu para que lhes dissessem “Aterrem em Portugal”. Alguns desses aviões foram incorporados na Aeronáutica Militar Portuguesa, passando a fazer parte integrante do inventário Nacional? Venham conhecer 43 dessas histórias no 43° aniversário da AFAP – Sábado 31 de outubro, 11H00, na sede da AFAP (Av. Almirante Gago Coutinho 129 Lisboa). Parte integrante das celebrações do 43º Aniversário da Associação da Força Aérea Portuguesa.
1912 – Voo do Avro 500 “República” no hipódromo de Belém, pilotado pelo Inglês Coopland Perry. Posteriormente a aeronave seria oferecida ao Governo que a entregou ao Exército. Porém, no dia 17 viria a ter uma avaria em voo e caiu no Tejo tendo sido resgatado e reenviado para Inglaterra.
1912 – Chegou ao porto de Lisboa um avião Avro 500 adquirido por subscrição pública e batizado “República”. Foi transportado por um carro de bois para o hipódromo de Belém para um voo dois dias depois.
1964 comemorava-se o Dia do Aeródromo-Base nr. 8 em Lourenço Marques (Maputo) Moçambique.
CFT003 002116 001
2011 – É determinado o prolongamento da operação da frota C-212, de modo a assegurar o Destacamento no Aeródromo de Manobra 3 (Porto Santo) até ao final de novembro de 2011, altura em será desativada a Esquadra 401 (Despacho 50/2011 do CEMFA).
1916 – Inicio do primeiro curso de piloto aviador em Vila Nova da Rainha – Escola de Aeronáutica Militar (O.S. nr. 62 da Escola de Aeronáutica Militar)
1954 – Promulgação do Regulamento de Uniformes da Força Aérea – RUFA – (Decreto 39833, D.G. nº 219, Série I). 28 anos depois (1 de outubro de 1978) são introduzidas as primeiras emendas.
1974 – A BA11 (Beja) deixa de ser uma estrutura de “força eventual” (decreto Lei 47565 – 1967) para passar a fazer parte do sistema de forças permanente sob o Comando da 1ª Região Aérea (Decreto Lei 499/74 DG 229, Série I)
1978 – Vinte e quatro anos após a aprovação dos uniformes da FAP, é aprovado um novo Regulamento de Uniformes da Força Aérea (RUFA) com o intuito de atualizar e concentrar num só documento vários diplomas e emendas ao anterior regulamento sobre os uniformes em vigor na FAP (Decreto-Lei 270/78 DR 201 Suplemento da Série 1).
1989 – É concedida a título póstumo a dignidade de Marechal ao General (Piloto-Aviador) Humberto da Silva Delgado (Decreto do Presidente da República 57/90 DR 227 Suplemento Série 1). Assim, a Força Aérea Portuguesa apenas teve dois marechais — Craveiro Lopes e Humberto Delgado – sendo este último promovido postumamente.
2008 – A Esquadra 201 “Falcões” foi agraciada com o título de Membro Honorário da Ordem Militar de Avis.
2009 – Data de entrada em vigor de uma nova Lei Orgânica da Força Aérea, onde aparece um novo Comando de Instrução e Formação (CIFFA) comandado por um Tenente-General, Comando esse que, entretanto, foi desativado por nova legislação (Decreto-Lei 232/2009 DR 179, Série 1).
2012 – A Base Aérea n.º 5 (Monte Real) foi agraciada com o título de Honorário da Ordem Militar de Cristo.
Balada da praia dos cães, de José Cardoso Pires – um romance baseado em factos reais, muito bem escrito e merecedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 1982.
28 de setembro de 1983 – foi inaugurado o Aeródromo (da Ilha) do Corvo (Arquipélago dos Açores). A cerimónia foi presidida pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes. Inicialmente, as ligações à ilha do Corvo eram realizadas pelos aviões C-212 AVIOCAR e os helicópteros SA-330 PUMA da Força Aérea Portuguesa. A pista do aeródromo, com 860m de comprimento e 20m de largura, tinha recebido o primeiro avião três dias antes.
1938 – É publicada a primeira Ordem de Serviço da Base Aérea da Ota (que mais tarde – 1JAN1940 – se passaria a designar BA2).
1985 – É aprovado o Hino da Força Aérea Portuguesa, com música do Tenente Agostinho Caineta e letra do Tenente-Coronel Perestrelo (Portaria 690/85 DR 214 1ª Série).
FORÇA AÉREA PORTUGAL!… Juventude audaz valente… Nobre povo sem igual Rumo firme sempre em frente!
Quer de noite… quer de dia… Sulcando no céu profundo
Com rasgos de galhardia
Os rumos que tem o Mundo!
FORÇA AÉREA FORÇA AÉREA… Sobre a terra, Sobre o mar. Alma lusa vida etérea Subindo supremo altar Vigilante e imortal!… Alerta… Homens do ar! Alerta… Alerta voar! Garantindo PORTUGAL!…
Letra: António Perestrello Música: Agostinho Caineta (Diário da República, I Série – Nº 214 de 17SET. 85 – Portaria nº 690/85, do MDN)