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Meu primeiro post no blog

Era uma vez …

Era uma vez um jovem que adorava aviões e tudo o que se relacionava com o mundo aeronáutico. Ninguém estranhou que, quando atingiu a idade e as habilitações académicas necessárias, esse jovem se tenha voluntariado para ingressar na Força Aérea Portuguesa.

Cerca de 39 anos depois, com o posto de Coronel, ainda jovem no espírito mas carregado de inúmeras experiências impares, o veterano deu lugar aos mais novos e retirou-se para escrever as histórias da sua veteranice.

Chegou a minha altura em que “a pena é mais poderosa do que a espada”.

Até muito breve … obrigado

Chegou a altura em que a pena é mais poderosa do que a espada

New eBook about UN “ANGOLA 92 – A Captain’s diary”

Published in English and exclusively on a eBook format, this is a contribution for the United Nations’ historical records as well as Angola’s history, written in the (verb) first person of the singular, this eBook portrays a unique UN mission, which was a major success in the operational arena, but with disastrous results in the Hosts Nation leading it to the renewal of a deadly civil war.

In 165 pages, with 50.000 words and 34 images, the author revelas his mission diary during the United Nations’ operation “Angolan Frist Free Elections” (1992. An operation that was considered, at the time, the largest air operation the UN had ever done, in order to deploy and retract all the materiel and staff, needed to conduct a proper elections’ process. Angola had just come out of a deadly civil war, and the country had number of registered voters inferior to a large European city, scattered all over a territory larger than Western Europe. The problem was not so much the lack of roads, but rather the fact that Angola hadn’t yet completely solidified its peace process and that its landscape was considered the most densely landmine territory in the world.

The book “Angola 92 – A Captain’s diary” is a nonfictional book, written and illustrated with a touch of humor. It tells in 18 stories of real adventures in the skies and grounds of Moxico – Angola – making possible a successful mission. These stories refer to the minefields; the precarious conditions of airworthiness and fuel management; the lack of physical security of the UN elements and their supporting material; the problem of refugees and displaced persons from war; to demobilized combatants; the social realities with which the population of Luena struggled with the consequences of electoral results; and the resurgence of the Angolan Civil War; and the (1992) repatriation of several thousand Portuguese citizens out of Angola, in yet another airbridge for a Non Combatant Evacuation.

European UN peacekeepers targeted in MINUSMA – Mali

Friday, June 25, 2021

• The UN mission in Mali – MINUSMA – has suffered an attack to one of its temporary bases in a village in Gao. According to the mission spokesperson: – “the UN base in the vicinities of Gao was targeted earlier this morning (friday 25JUN) in an attack involving a vehicle-borne [improvised] explosive device (IED).” Preliminary information indicates that 12 UN peacekeepers from Germany and one from Belgium were wounded, and a casualty evacuation process is underway. The incident follows yesterday’s attack with another IED on another UN patrol in the same area, which did not result in casualties.

Souce https://www.passblue.com/

Musical Play about Peacekeepers

Interview with the actor/singer, about his interpretation of the story “The Messenger”. 

The musical play “The Messenger” was selected to be a part of the celebration of the Peacekeepers Day, in Lisbon – Portugal, on the 29th of May 2021. This prestigious event took place at the Combatants’ Museum – Forte do Bom Sucesso. The International Day of United Nations Peacekeepers, offers a chance to pay tribute to the uniformed and civilian personnel’s invaluable contribution to the work of the Organization and to honor more than 4,000 peacekeepers who have lost their lives serving under the UN flag since 1948, including 130 last year. 

10 JUNHO – Dia de Portugal

Um país de guerreiros celebra o seu dia Nacional com um poeta.

Portugal tem mais de 880 anos, o que qualifica o País como um dos mais antigos da Europa; talvez mesmo um dos países com as fronteiras mais antigas do Mundo. Ao longo dos séculos, decorreram imensas batalhas na defesa do solo Português, algumas das quais marcaram de forma indelével a História Nacional.  Seria logico que um país com tais características celebrasse o seu Dia Nacional com a data de uma batalha importante. Contudo, em Portugal não se celebra o Dia Nacional com a data de um evento belicoso, mas sim com a referência à morte de um poeta – Luís Vaz de Camões.

Porém, que não se iludam os menos atentos com a preferência pela cultura em detrimento das armas. A postura intelectual não significa o menosprezo pela prontidão militar do País.

Caça F-16 português com a pintura dos “Tigres da NATO”

Viva Portugal

Life sentence for Ratko Mladic – the butcher of the Balkans.

On June 8, 2021, the Mechanism for International Criminal Courts (MTPI) confirmed that the former Commander-in-Chief of the Bosnian Serb Republic (VRS) Army – General Ratko Mladic – should be sentenced to life imprisonment for “atrocious war crimes and crimes against human kind”.

 The MTPI’s verdict (in The Hague – Netherlands) put an end to the legal process against what became known as “the butcher of the Balkans”, because the decisions of this judicial body — which replaced the International Criminal Court for the former Yugoslavia (TPIJ) after its closure in 2017 — are not subject to appeal.

Ratko Mladic, now 79, was blamed for the Srebrenica massacre in July 1995, where VRS forces under his command allegedly executed about 8,000 Bosnian Muslim civilians.

It is true that history is told by the victors, and the Serbs lost that war; however, regardless of the reasons General Mladic may have had for acting as he did in Srebrenica, a commander is always responsible for the performance of his forces, and this earned him conviction for four war crimes and five crimes against humanity. Srebrenica was considered the biggest bloodbath in Europe after World War II, and Mladic’s hands are stained with that blood.

War transforms people and emphasizes everything that is bad in human kind. However, a career officer; a Commander; has the obligation to think beyond the range of his cannons. His forces owe him loyalty, but “he” has a guardianship duty to his men and women in arms: “the duty of custodian”. Mladic failed when he led the Serbs in an autistic way, not thinking about the consequences that would follow for his forces.

Prisão perpétua para Mladic – o carniceiro dos Balcãs.

No dia 8 de junho de 2021 o Mecanismo para os Tribunais Penais Internacionais (MTPI) confirmou que o ex-Comandante-em-Chefe do Exército da República Sérvia da Bósnia (VRS) – General Ratko Mladic – será condenado a prisão perpétua por “atrozes crimes de guerra e lesa-humanidade”.

 O veredito do MTPI (em Hague – Países Baixos) colocou um ponto final no processo legal contra aquele que ficou conhecido como “o carniceiro dos Balcãs”, uma vez que a decisão deste órgão judicial — que substituiu o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) após o seu encerramento, em 2017 — não é passível de recurso.

Ratko Mladic, atualmente com 79 anos, foi responsabilizado pelo massacre de Srebrenica, em julho de 1995, onde alegadamente as forças do VRS sob seu comando executaram cerca de 8.000 civis muçulmanos bósnios.

É certo que a História é contada pelos vencedores, e os sérvios perderam aquela guerra; porém, independentemente das razões que o General Mladic possa ter tido para atuar como atuou em Srebrenica, um comandante é sempre responsável pela atuação das suas forças e isso valeu-lhe a condenação por quatro crimes de guerra e cinco contra a humanidade. Srebrenica foi considerado o maior banho de sangue na Europa, após a Segunda Guerra Mundial, e as mãos de Mladic estão manjadas com esse sangue.

A guerra transforma as pessoas e enfatiza tudo o que é mau na espécie humana. Mas um oficial de carreira; um Comandante; tem a obrigação de pensar além do alcance dos seus canhões. As suas forças devem-lhe lealdade, mas “ele” tem o dever de tutela para com os seus homens e mulheres em armas. Mladic falhou quando liderou os sérvios de forma autista, sem pensar nas consequências que daí adviriam para os seus.

A peça musical de uma história real

Faz um destes dias 26 anos que vivi uma experiência que mudou a forma como observo o aquilo que me rodeia. Decorria o ano de 1995, e a guerra da Bósnia estava no auge. Um dia, vi um grupo de crianças que brincavam às escondidas nas ruínas do seu bairro. O jogo das escondidas era das poucas coisas que se atreviam fazer a descoberto, porque havia snipers nas vizinhanças e as crianças eram um alvo a abater como qualquer outro transeunte descuidado que aparecesse na mira da espingarda. Uma das crianças parou de brincar e, reconhecendo-me como um militar estrangeiro, fez-me uma pergunta. Um rapaz mais velho traduziu – “Ele está a perguntar como é a guerra no seu país”.

Aquele comentário de uma criança de cinco anos foi como um soco no estomago … escrevi o episódio no diário de missão, desenhei a cena e revivi a situação vezes sem conta. Agora, passados 26 anos, o episódio do miúdo Bósnio inspirou uma pequena peça musical, em língua Inglesa, onde procuro passar a mensagem de que a Paz é uma coisa muito frágil. 

O cartoon da história

Mais de 1.5 biliões de pessoas vivem atualmente numa zona onde as suas vidas são colocadas de alguma forma em perigo. Estão identificadas pelo menos 50 zonas dessas, Porém, há mais! Locais on de a pobreza extrema, secas e ausência de bens essenciais, doenças descontroladas, crime organizado, luta de gangs, guerra e violência armada, terrorismo, extremismo religioso, regimes autoritários que não respeitam nada nem ninguém, etc. Para todas essas pessoas vai a minha compaixão: Para todos os outros; aqueles que pensam que essas coisas só acontecem lá longe, desenganem-se, …, pode acontecer “aqui e agora”, …, e tudo começa com um discurso.

ONU quer ter memorial com o nome de todos capacetes azuis mortos em serviço

Celebrou-se no passado dia 29 de maio o Dia Internacional dos Capacetes Azuis. Esta data foi comemorada em quase todo o Mundo, de modo distinto, conforme permitiam as medidas preventivas da pandemia COVID.

No caso particular de Lisboa, o dia foi marcado por uma parada militar, presidida pelo Mistro da Defesa Nacional, junto ao Monumento aos Mortos da Guerra do Ultramar e ao monumento às Missões de Paz e Humanitárias, no Forte do Bom-Sucesso, em Belém.

As forças em parada eram constituídas por uma companhia a três pelotões, um de cada ramo das Forças Armadas, acompanhadas pela banda e uma fanfarra do Exército.

Na tribuna estavam também, entre outras autoridades civis e militares, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Secretária de Estado para os Recursos Humanos e Antigos Combatentes, o Chefe do Estado-Maior do Exército, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, o representante do Chefe do Estado-Maior da Armada, o representante do Comandante da GNR, o representante da hierarquia superior da PSP, o presidente da Liga dos Combatentes, o presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas e o presidente da recentemente criada  Associação Portuguesa dos Capacetes Azuis (APCA). Estavam também presentes várias representantes dos Antigos Combatentes e veteranos dos Capacetes Azuis Portugueses.

Após as celebrações no exterior do Forte do Bom-Sucesso, as entidades foram convidadas a visitar o Museu dos Combatentes e participar em vários eventos (ver imagem).

Entretanto, no Quartel-General da ONU em Genebra, o dia dos Capacetes Azuis foi celebrado foi excecionalmente celebrado no dia 01 de junho. Nessa ocasião, foi demonstrada a intenção de ser construído um memorial em Genebra com o nome dos mais de 4.000 capacetes azuis que morreram em missão (4089 para ser mais exato reportado a 30 de abril 2021). O referido monumento deverá ser inaugurado nas celebrações do Dia dos Capacetes Azuis de 2022. Este monumento será o único no Mundo onde serão lembrados todos os que pagaram o preço máximo pela Paz.

How did the Blue Helmet come to be?

At the very beginning of the United Nations Organization, there was a need to establish all sort of rules and criteria, which would reflect the organization’s DNA. There was the need to create a UN symbology, and that matter was not underplayed, because the founders of the organization were perfectly aware that the UN soldiers had to be promptly recognized, if they wanted to survive the vicious battle field they were going to operate at.

In 1947, UN’s General Assembly issued the Resolution 167 (II), approving the color light blue (of a sky with clouds) for the United Nations flag. Thus, the light blue came to represent the UN.

The culture of military uniforms was very much present in the post-World War II era and, soon after, the creation of a uniform for the elements that were in the service of the UN was taken into consideration.

Subsequently, in 1948, a contingent of UN Military Observers was sent to the Middle East to oversee the truce of the Israeli-Arab conflict. These Military Observers wore roughly the same type of tactic uniform, and received some articles to stick on their uniform, that reflected the fact that they were members of the United Nations. Besides and individual armband saying United Nations, the Observers carried a UN flags; and had their vehicles painted white with large ‘UN’ black letters painted on the side doors and on top of the vehicles. This particular way to paint the UN vehicles has become the current practice in all subsequent UN peacekeeping missions “

In 1956, the UN established an Emergency Force to oversee problems in the Suez Canal (UNEF). This was the first UN peacekeeping operation. Troops from different countries wore their national uniforms and added UN emblems and arm bands. To be better identified at a distance, they wore a blue beret and had their helmets painted in light blue, like the UN flag. These unique pieces, which came to be called “Blue Helmets”, were created by the Organization’s Secretary-General – Hammarskjöld – during the days that corresponded to the creation of the UNEF force “.

According to the recently deceased Sir Brian Edward Urquhart (writer and head of the UN policy sector): “What was needed was a distinct helmet easy to be recognized by a distant sniper. A blue UN beret seemed to be the answer, but it was impossible to get enough berets in time. American plastic helmets, however, were available in quantity in Europe, resulting from the Cold War, and were quickly painted with UN blue spray, just in time for the first UNEF detachments to use in their entry into Egypt “(Urquhart, p. 269).

And this was how the first Blue Helmets come to be.

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