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Meu primeiro post no blog

Era uma vez …

Era uma vez um jovem que adorava aviões e tudo o que se relacionava com o mundo aeronáutico. Ninguém estranhou que, quando atingiu a idade e as habilitações académicas necessárias, esse jovem se tenha voluntariado para ingressar na Força Aérea Portuguesa.

Cerca de 39 anos depois, com o posto de Coronel, ainda jovem no espírito mas carregado de inúmeras experiências impares, o veterano deu lugar aos mais novos e retirou-se para escrever as histórias da sua veteranice.

Chegou a minha altura em que “a pena é mais poderosa do que a espada”.

Até muito breve … obrigado

Chegou a altura em que a pena é mais poderosa do que a espada

18JUL – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1944 – Devido à condição de emergência introduzida pela Segunda Guerra Mundial, é constituído um Grupo supranumerário de aviação de caça a três esquadrilhas na BA2 e uma esquadrilha independente de caça no Aeródromo de Espinho e uma unidade de caça expedicionário nos Açores (Portaria 10711 DG 155 Série 1).

Visita ao Real Edifício de Mafra

No dia 16 de julho de 2026 o Núcleo do Seixal da Liga dos Combatentes visitou o “Real Edifício de Mafra”, conhecido (incorretamente como “Convento de Mafra”. Este “mega” edifício – um dos maiores da Europa para a época (Séc. XVII) concentra numa única estrutura quatro elementos: Uma Basílica feita à luz e sob inspiração do Vaticano; dois palácios reais (um para o Rei – D. João V – à esquerda da Basílica e outro para a Rainha – Da. Maria Ana de Áustria – à direita da mesma); e um convento para 300 frades a fechar o polígono da parte de trás. Inicialmente prometido para apenas 17 monges para cumprir a promessa do Rei D. João V se fosse agraciado com divina de ter um filho, o projeto foi crescendo para um complexo considerado uma obra-prima do barroco, património da UNESCO, que tem mais de 3.000 salas, quartos e salões, com mais de 5.500 janelas e portas, tendo sobrevivido com meras rachas numa escadaria (ainda visíveis) ao terramoto de 1755.

O Rei D. João V (1707-1750) foi um dos quatro governantes portugueses que lideraram o País por mais de 40 anos (D. Afonso Henriques, D. Diniz, D. João V e Dr. Oliveira Salazar), colocou a primeira pedra do edifício no dia 17 de novembro de 1717, tendo assistido à sagração do mesmo em 1730.

Na parte militar – Escola das Armas do Exército – visitamos espaços e recebemos explicações raramente acessíveis ao grande público, porque normalmente as visitas concentram-se nos dois palácios, na basílica, na biblioteca Real e no Museu da Música (espaços que também visitámos).

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O último dia do Império

Muito se tem escrito sobre o fim da presença portuguesa em Angola. Mas, como é que foi a saída do último contingente militar português? Como é que foi o último arriar da Bandeira Nacional? O que é que aconteceu no primeiro dia da Angola independente? Esta e outras memórias são partilhadas neste livro de Carlos Duarte. Um contributo para a História que, aparentemente, não nos foi transmitida.

O papel do General Kaúlza de Arriaga na estruturação da Força Aérea como Ramo independente

A família do General Kaúlza de Arriga decidiu ceder à AFAP – Associação da Força Aérea Portuguesa um conjunto de memorábilia do General, para ficar exposta na AFAP. Assim, no dia 7 de julho, a AFAP – Associação da Força Aérea Portuguesa promoveu uma tertúlia sobre o papel do General Kaúlza de Arriaga na estruturação da Força Aérea, após o que foi inaugurada a referida exposição.
Falámos sobre os desafios que o General Kaúlza teve de superar para implementar a FAP como Ramo independente na Forças Armadas; da criação odos paraquedistas (e das enfermeiras paraquedistas) da Força Aérea; da Guerra do ULtramar e da forma como no prazo de um ano o Genral Kaúlza liderou a construção de 29 aeródromos e bases aéreas nas províncias ultramarinas; de diplomacia portuguesa em África; de curiosidades da personalidade do General Kaúlza (com quem trabalhou diretamente com ele); etc.

12JUL – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1928 – É decretado que sejam extintas a Escola Militar de Aerostação e a Esquadrilha de Aviação de Treino e Depósito. A Escola passa a denominar-se Escola Militar de Aeronáutica e, junta a esta, são criadas uma secção de aerostação e uma secção de treino de pessoal navegante (Decreto 15707 DG 158 Série 1).

A ilustração da Alferes que foi Mordoma de Viana

A hospitalidade das gentes minhotas de Viana do Castelo é bem conhecida, remontando aos tempos ancestrais da tradição marítima, e do acolhimento aos peregrinos que por ali passam trilhando os caminhos de Santiago. A hospitalidade dos vianenses é visível nas celebrações da Romaria d’Agonia, onde a comunidade se envolve para proporcionar uma experiência ímpar aos forasteiros. Foi com esse pressuposto que os militares da Força Aérea destacaram para Viana no final do mês de junho, a fim de prepararem as celebrações do 74º Aniversário da Força Aérea Portuguesa; e não se desiludiram!

Um dos momentos mais originais durante a presença da FAP em Viana do Castelo, foi a oferta ao Chefe do Estado-Maior da Força Aérea – General Sérgio Pereira – num momento de descontraída interação social com a população local, de uma ilustração que procura unir o traje tradicional das mulheres do Minho com a farda feminina da Força Aérea Portuguesa.

Perguntámos à ilustradora – (Professora) Teresa Silva – o que é que a tinha levado a fazer a ilustração, o que é que a mesma simbolizava, que materiais tinha usado e a oferecê-la ao representante máximo da Força Aérea. Eis o que ela respondeu:

“A ilustração nasceu da ideia de dar as boas vindas à Força Aérea Portuguesa à minha linda cidade de Viana do Castelo.
Em Viana gostamos de receber bem e foi uma honra para os vianenses receber a Força Aérea para a comemoração deste aniversário tão especial e estes  valorosos militares mereciam o melhor acolhimento que só o Minho sabe dar.
Como vianense e ilustradora, esta obra foi a minha forma de agradecimento  à Força Aérea Portuguesa pela honra de escolher a nossa cidade para a celebração do seu aniversário, esperando que a instituição se reveja na cor, força e sobretudo brio que a mulher do Minho coloca em tudo o que faz, seja envergando o Traje à Vianesa como símbolo da nação ou honrando Portugal no serviço militar.
Deste modo, realizei esta ilustração invocativa do 74° Aniversário da Força Aérea Portuguesa, com o intuito de enaltecer esta tão nobre instituição militar, que conta também com a colaboração da força das mulheres de Viana que a integram ou nela fizeram a sua formação.

Na ilustração está representada Salomé Silva nestas duas vertentes, tendo sido Alferes da Força Aérea Portuguesa e também Mordoma da Romaria de Nossa Senhora D’Agonia em 2019.

As figuras femininas são a mesma pessoa, que enverga a farda de Alferes e o Traje à Vianesa da Ribeira Lima, sendo ladeadas pelo rasto de bordados das camisas tradicionais do Minho deixado por uma aeronave F-16M.
Os materiais utilizados são lápis de aguarela secos e marcador sobre papel de aguarela de alta gramagem, sendo o tamanho 21cmx30cm.
A ilustração foi realizada ao longo de uma semana e para que ficasse fidedigna realizei leituras e pesquisa de imagens sobre as fardas femininas da Força Aérea e contei com o apoio importantíssimo da pessoa ilustrada.

A silva azul simboliza os bordados azuis com motivos florais das camisas tradicionais do Traje à Vianesa.

Sou ilustradora etnográfica desde 2023 e sempre que há alguma ocasião de celebração de alguma instituição da cidade gosto de a homenagear da forma que melhor sei, através de uma ilustração.
É a minha forma de reconhecimento e muito me honra e emociona a forma como a Força Aérea Portuguesa valorizou e estimo esta obra.

A obra foi entregue num momento informal de convívio na Tasca D’Alice, um local que frequento  e com o qual tenho uma grande ligação afetiva desde sempre.
O General Sério Pereira foi de uma simpatia e amabilidade extremas, muito empático e atento a toda a minha explicação sobre a ilustração e a nossa vivência tradicional, tendo exprimido o seu enorme apreço por esta demonstração de gratidão de todas as mulheres de Viana, na minha pessoa, à Força Aérea Portuguesa.

Muito obrigada pelo carinho e apreço pelo meu trabalho, o que muito me honra e incentiva a continuar a acompanhar a Força Aérea Portuguesa procurando dignificá-la através do meu humilde trabalho artístico.”

Biografia da Professora Teresa Silva

Teresa Silva nasceu em 1979 em Viana do Castelo, onde reside.
Licenciou-se no curso de Professores do Ensino Básico variante de Educação Visual e Tecnológica na Escola Superior de Educação do IPVC em Viana do Castelo em 2005.
Lecionou EVT e Expressão Plástica na Região Autónoma dos Açores e atualmente é professora de Artes Visuais no  no Colégio do Minho em Viana do Castelo.
Possui Carta de Artesã na fabricação de Bordado Tradicional de Viana do Castelo desde 2011.
Dedica-se desde 2023, de forma apaixonada, à ilustração da etnografia do Alto Minho, com recurso a marcadores e lápis aquareláveis sobre papel de alta gramagem, inspirada na obra dos artistas vianenses Manuel Couto Viana, Araújo Soares e Carolino Ramos. O propósito é contribuir para a preservação ilustrada dos trajes, com base em registos fotográficos do inicio do séc XX e da pesquisa e recolha visual, oral e escrita.

Tem fascínio por arte sacra e pela conservação e restauro do património arquitetónico e artístico vianense.
Participa desde a infância na Romaria da Senhora D’Agonia no Desfile da Mordomia e Cortejo Histórico/Etnográfico e tem particular afeto pelos trajes de Morgada de Cerimónia, relembrando a tradição da família materna.
A convite da Viana Festas, realizou ilustrações sobre os trajes do Desfile da Mordomia da Romaria 2025  que foram compiladas num desdobrável.
Em 2025 executou uma ilustração referente aos 149º Aniversário do Comando Distrital da PSP de Viana do Castelo, tendo esta sido entregue pessoalmente à Superintendente Comandante Maria dos Anjos Pereira e obra integrante do livro comemorativo dos 150 anos desta Instituição.

Participou na 17ª edição dos Contornos da Palavra 2026 a convite da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo com a realização da oficina de Ilustração “Ilustração a Duas Mãos”.
Dinamizou em Maio de 2026 um Workshop de Ilustração Etnográfica na Unidade Curricular de Desenho II do Curso de Design de Ambientes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Realizou a ilustração para o cartaz das Festas de Santa Cristina e Santo António de Afife 2026, Viana do Castelo.
Elaborou em Julho de 2026 uma ilustração alusiva às Comemorações do 74º Aniversário da Força Aérea Portuguesa em Viana do Castelo, obra que foi oferecida em mãos ao Chefe de Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa, o General Sérgio Pereira.
Está a trabalhar na publicação em livro das suas ilustrações e vivências pessoais, influenciadas pela etnografia, tradição e folclore, bem como das pessoas que marcaram a sua vida pessoal e artística, nomeadamente ilustres vianenses e o seu pai. Em outubro fará uma exposição de todo o seu trabalho de ilustração, que terá lugar na Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

11 de julho – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1946 É ativada a BA4 na Ilha Terceira – Açores – e assinada a primeira Ordem de Serviço.

1946 – A Esquadrilha Independente de Aviação de Caça nº1 passou a estar aquartela na BA3 em Tancos (Declaração OE 6 1ª Série de 15 de outubro).

1951 – Entra em vigor as marcas e numeração de matrícula de aeronaves. As marcas passam a ser a Cruz de Cristo vazada ao centro, sobreposta a um círculo branco inserida na fuselagem e asas, e a Bandeira Nacional sem escudo na cauda. A numeração é definida pela Portaria 13.602, a qual foi posteriormente adotada pela Força Aérea quando iniciou atividade em 1952. Na altura o “número de cauda” passou a ser constituído por quatro algarismos (agora são cinco) cujo primeiro dígito (atualmente o segundo dígito) correspondia ao tipo de aeronave. Assim:

1 – Monomotor de instrução (em 1994 passou a ser também para moto-planadores)

2 – Plurimotor de instrução

3 – Informação/Observação (em 1994 passou a ser também aviões de Ligação)

4 – Caça ou antissubmarino com motor de explosão (em 1994 caiu a especificidade de motor de explosão e incluiu bombardeiros)

5 – Caça com motor de reação (em 1994 passou a ser caças e caças bombardeiros)

6 – Transporte

7 – Busca e Salvamento/ Bombardeiro com motor de explosão (em 1994 passou a ser para aviões de apoio e especiais)

8 – Reservado

9 – Diversos (em 1994 passou a ser para helicópteros)

Posteriormente, em 1994, foi introduzido o número de cauda “0” para planadores.

O segundo dígito de quatro indicava a marca e modelo de aeronave, e os terceiro e quarto dígitos eram a numeração sequencial das aeronaves.

1990 – É criado o Centro de Performance Humana da Força Aérea CPHFA (Despacho 21/90 do CEMFA OFA 1ª Série p. 486).

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