13º aniversário do Núcleo do Seixal da Liga dos Combatentes

No dia 16 de maio de 2026 celebrou-se o 13º aniversário do Núcleo do Seixal da Liga dos Combatentes. Embora o Núcleo do Seixal só tenha 13 anos de existência, a Liga é centenária e conta com 127 núcleos espalhados pelo território Nacional e estrangeiro. Efetivamente, onde haja uma comunidade portuguesa da diáspora, provavelmente haverá um núcleo da Liga dos Combatentes e já há cerca de 15 núcleos no estrangeiro.

A cerimónia de 2026 começou com uma missa na Igreja do Seixal, onde se prestou homenagem aos Combatentes que faleceram. Faleceram mas não morreram, porque continuam a ser recordados pelos seus camaradas. Houve condecorações de antigos combatentes e discursos emocionados.

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Depois da missa as cerimónias continuaram na Praça dos Mártires da Liberdade, no Seixal, que contou com bastante público. A Marinha Portuguesa providenciou as Honras Militares – com uma secção de fuzileiro a fazer ordem unida a pé firme e um terno de clarins. A cerimónia contou com representantes de (quase) todas as freguesias do município do Seixal, e o próprio Presidente da Câmara Municipal do Concelho – Paulo Silva. A Liga fez-se representar pelo seu Secretário-Geral – Coronel Hilário – e o Núcleo do Seixal esteve em peso no local, liderado pelo seu Presidente – Coronel Luís Martins.

No final houve um almoço de confraternização, que contou com cerca de 150 comensais que partilharam as suas histórias, ambições e frustrações.

2 barras Twix nos pulmões, e não são de chocolate

Os territórios onde decorrem as missões de Apoio à Paz das Nações Unidas, para além da perigosidade no tocante ao eventual conflito armado que esteja a decorrer no local, envolvem também potenciais riscos para a saúde.

Durante o programa de iniciação à missão UNAMA – Afeganistão – que decorre em Cabul aquando da chegada de um novo “capacete azul”,  um instrutor veterano disse-me:

– “A primeira coisa que tens de comprar é um par de shemaghs. São os lenços árabes que se usam à volta do pescoço. São particularmente uteis!”.

– “Sei!… O examinador do teste de condução disse-me para usar um shemagh sobre os ombros, enquanto conduzia em Cabul, para ocultar a farda!” – Respondi.

– “Sem dúvida.” – Retorquiu o veterano. – “Mas servem para muito mais que isso. São óptimos para se colocarem sobre uma ferida aberta e estancar o sangue ou para servirem de torniquetes; servem de toalha; de almofada; de filtro de água; de saco improvisado; de defesa se souberes usar uma funda; etc. Contudo, aqui em Cabul, servem acima de tudo para tapar as vias respiratórias porque o ar está sempre carregado de pó, sendo que 20% desse pó é excremento humano vaporizado.”

– “Não entendi!” – Disse eu estupefacto.

– “Afirmativo companheiro. Em Cabul não há sistema de esgoto público e nem todas as habitações têm uma casa de banho. Os dejetos humanos são recolhidos das “cagadeiras” públicas, ou das fossas sépticas dos prédios, para camiões cisterna que levam o conteúdo algures para os arredores da Cidade e depois são despejados a céu aberto. Claro está que quando chega o Verão, tudo aquilo seca e o vento forte das tempestades de pó faz o resto do trabalho. Penso que foram os Finlandeses que fizeram um estudo sobre os seus militares que tinham passado por Cabul. O resultado desse estudo indicava que quem estivesse um ano nesta Cidade, regressava a casa com o equivalente a 200 gramas de pó nos pulmões. É certo que depois aquilo sai com a expectoração, …, mas ninguém gosta de regressar a casa com duas barras de Twix nos pulmões … e não são feitas de chocolate!”

Vendo a minha expressão de pasmo o neozelandês rematou o discurso:

– “Mate; não fiques assim tão admirado, em Cabul só há distribuição de eletricidade publica desde 2009; antes disso ou tinhas um gerador privado, ou tinhas velas e candeeiros a petróleo.

15 de maio – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1980 – É publicado o Acórdão sobre o Acordo Luso-alemão para a Base Aérea de Beja (Acórdão AO 1ª Série p. 569)

1986 – É aprovado o modelo da Bandeira da Força Aérea, sob a forma de estandarte para desfile (Despacho 12/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do Brasão de Armas completo da Força Aérea (Despacho 15/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do Brasão de Armas simples da Força Aérea (Despacho 14/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo da Bandeira da Força Aérea para arvorar (Despacho 15/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do emblema da Força Aérea (Despacho 16/86 do CEMF).

#forcaaerea

15 de maio – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1980 – É publicado o Acórdão sobre o Acordo Luso-alemão para a Base Aérea de Beja (Acórdão AO 1ª Série p. 569)

1986 – É aprovado o modelo da Bandeira da Força Aérea, sob a forma de estandarte para desfile (Despacho 12/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do Brasão de Armas completo da Força Aérea (Despacho 15/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do Brasão de Armas simples da Força Aérea (Despacho 14/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo da Bandeira da Força Aérea para arvorar (Despacho 15/86 do CEMFA).

1986 – É aprovado o modelo do emblema da Força Aérea (Despacho 16/86 do CEMF).

#forcaaerea

A herança dos “Roncos” (Esquadra 101)

Eventos históricos da aviação militar portuguesa, neste dia 14 de maio:

1914 – É aprovada a proposta de lei que criou a Aeronáutica Militar, sendo Ministro da Guerra o general Pereira d’Eça e Presidente da República o Dr. Manuel de Arriaga.

É também criada a Escola Aeronáutica Militar, que compreendia os serviços de aerostação e de aviação. (Lei 162 DG 74 Série 1). Esta foi a Unidade militar que mais tarde (1978) viria a dar origem à Esquadra 101, que atualmente usa o cognome “Roncos” e voa o Epsilon TB-30.

1921 – É inaugurada a Base Aérea de Sintra (posteriormente designada de Base Aérea 1), na Granja do Marquês (em Pero Pinheiro). Esta nova Unidade recebeu o pessoal e os meios aéreos (e até as estruturas dos hangares) que estavam em Vila Nova da Rainha. Os três Hangares ditos “históricos” da BA1, e que agora estão entregues ao Museu do Ar, têm essa designação exatamente porque as suas estruturas fazem parte da história da aviação militar portuguesa.

#forcaaerea

#museudoar

Porque hoje é dia 13 de maio (celebrações de Fátima)

Porque hoje é o Dia dedicado a Fátima e à (primeira) aparição da Virgem Santíssima aos três pastorinhos, recordo que os aviadores portugueses têm uma padroeira oficialmente dedicado por Bula Papal – a Nossa Senhora do Ar. Aqui recordo um azulejo que pintei com A Padroeira e um Spitfire Português.

Este azulejo tem uma história interessante – foi feito para um antigo piloto da Força Aérea que voou spitfires. Esse mesmo piloto mais tarde voou os Thunderbolts e, durante um dos voos de adaptação, teve uma emergência mecânica na zona de Tancos. Os Thundebolts eram aeronaves potentes mas particularmente pesadas e o enorme motor à frente não permitia aventuras quando perdia potência. O piloto teve de saltar de paraquedas, pedindo proteção a Nossa Senhora do Ar. O salto correu bem e ele sobreviveu ao acidente. Posteriormente veio a casar-se com a sua namorada e ambos decidiram fazer o vestido de noiva com o tecido (branco) do paraquedas que o salvou. Devido à robustez do tecido do paraquedas, esse vestido de noiva passou de geração em geração, casando as mulheres daquela família.

Tempo de antena para a guerra

O tempo de antena dedicado a cobrir conflitos armados está em alta. Especialmente para os que estão (aos ocidentais) mais próximos, ou que nos afetam diretamente, como são os casos do Irão e da Ucrânia. O caso não é novo, já tinha acontecido na guerra do Vietnam mas foi nos conflitos dos anos 90 que a coisa de incrementou, com o Iraque, a Bósnia, a Somália, etc. Apareceu o “efeito CNN” que define que os “media fazem com que os militares vão para a guerra e depois faz com que os militares venham da guerra”. A comunicação com as grandes massas assumiu-se como mais uma valência do arsenal militar. O único agregador de audiências com alguma capacidade de roubar tempo de antena às guerras, talvez seja o futebol!

Porém, com as novas tecnologias a imperarem, as guerras saíram das TVs familiares nas nossas salas de estar, e mudaram-se para os nossos telemoveis individuais. Os algoritmos zelam que tenhamos acesso permanente àquilo que gostamos de ver, e, mais preocupante, só àquilo que gostamos de ver e não àquilo que verdadeiramente nos interessa (ou devia interessar).

Os media proliferam e lutam entre si para atrair as mesmas audiências. Reportar coisas chocantes é mais importante do que informar.

O problema é que alguns decisores políticos de relevo e comentadores (ditos especialistas) tomaram-lhe o gosto, e “disparam verborreia” de forma cadenciada que não ajudam nada a separar os contentores.

Geopolítica – As características do território brasileiro

O Presidente Lula esteve em Washington e apresentou a Donald Trump um antigo acordo idealizado pelo Brasil e assinado pelo Brasil, a Turquia e o Irão, para a resolução das questões que atualmente estão em discussão com o Irão. Na altura não foi levado a sério pelos Estados Unidos, e nunca vigorou, porque (segundo Lula) tinha sido idealizado por um país do terceiro mundo e carecia da credibilidade da diplomacia USA.

Mas o Brasil está cada vez mais a ser um jogador internacional. O seu território é enorme, a sua população cresce em numero e qualificação, a sua economia floresce e a influência que poderá ter no grupo dos BRICS é muito relevante. Especialmente quando o “petrodólar” começa a ser questionado.

Neste mapa, que me deu particular gozo o a fazer, podemos ver os mais de oito milhões e meio de quilómetros quadrados e os quase onze mil quilómetros de linha de costa deste gigante Sul Americano. O livro mencionado explica bem o soft power que o Brasil já tem.

#brazil #cplp

10 de maio – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1919 – É criada a especialidade de Artífices Mecânicos de Aviação da Armada, na 5ª Brigada das Praças da Armada, num quadro constituído por um Sargento Ajudante e dez Primeiro/Segundo Sargentos (Decreto 5665 DG 98 3º Suplemento, Série 1).

1919 – É promulgado Prémio de 10 Contos de Reis para o primeiro aviador militar português ou brasileiro que fizer a travessia aérea do Atlântico Sul (Decreto 5787-MMM DG 98 Série 1).

1919 São fixadas as lotações da Direção dos Serviços de Aeronáutica Naval e dos Centros de Aviação de Aveiro, dos Açores e de Lisboa (Portaria 1778 DG 98 5º Suplemento Série 1).

1966 – É autorizada a construção no bairro residencial da BA-11 na Cidade de Beja, de um edifício destinado à “Casa Alemã” (Decreto 47000 DG 110 Série 1).

2012 – É determinado que o título de Membro Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique com o qual a Esquadra 401 foi condecorada passe a integrar o património da Base Aérea n. 1. A condecoração transita para o estandarte da BA1 (Despacho 30/2012 do CEMFA).

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