1889 – A organização do Exército previa existir, junto à Direção do Serviço de Engenharia, a Inspeção do Serviço Telegráfico de Guarnição e Aerostação e de Pombos Militares (Decreto OE 9, 1ª Série de 11 setembro, p. 234).
1917 – Iniciaram-se os voos de teste e de adaptação à pista da Esquadrilha da Aeronáutica Militar destacada para Moçambique no âmbito da defesa do território na Primeira Guerra Mundial. A Esquadrilha era constituída por três F-40 existentes em Vila Nova da Rainha, (que foram desmontados e seguiram por navio para Moçambique). Cada avião podia transportar um piloto e um artilheiro/observador, e estava equipado com uma metralhadora Lewis de 7,7mm, à frente, podendo transportar ainda, diversas bombas ligeiras. A aeronave permitia uma autonomia de 2h e 20 min, com uma velocidade máxima de 110 km/h e um teto de 3750 metros. A esquadrilha – a primeira esquadrilha operacional a ser formada – era constituída por três aviadores, três observadores e três mecânicos, respetivamente, tenente de Cavalaria João Luís de Moura, tenente de Cavalaria Francisco Cunha Aragão; alferes de Cavalaria Jorge de Sousa Gorgulho; tenente de Cavalaria Teodorico Ferreira dos Santos (que inicialmente a comandou); tenente de Artilharia Santos Guerra; alferes de Infantaria (observador) Pinheiro Correa e Norberto Gonçalves; e dois mecânicos franceses contratados à firma Farman. Coube ao alferes Jorge Gorgulho realizar o voo que correu com êxito, sendo o primeiro voo feito por um português no Continente Africano! O Alferes Jorge Gorgulho viria posteriormente a falecer num acidente aéreo com o seu F-40 em Moçambique.

2010 – Pela primeira vez um militar do género feminino assumiu funções de Comandante de Esquadra de voo na FAP. A Ordem de Serviço da BA6 175 de 16 de setembro diz: “Passou a desempenhar funções como Comandante de Esquadra de voo, na Esquadra 502 (C-295), desse 07SET10, a (então) Major PILAV Diná Joana Ferreira Azevedo”.









