27 de junho – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1946 – Tendo em consideração as preocupações saídas da Segunda Guerra Mundial (Guerra Fria), e na persecução da afirmação da soberania Nacional, o Governo decidiu não desativar, mas sim manter a Base Aérea nr.4 nos Açores, passando a estar sedeada no aeródromo das Lajes, e manter na Ilha de São Miguel um destacamento militar (Portaria 11404 DG 141 Série 1).

26 de junho – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1925 – É aprovada a lotação para o Centro de Aviação Marítima de Lisboa. Do total de duzentos e quarenta e oito homens são previstos catorze pilotos aviadores (Portaria 4439 DG 140 Série 1).

1975 – Entra em funções o Núcleo Hospitalar Especializado nº1 no Lumiar (da FAP) – Lisboa.

Ajuda Humanitária aos efeitos dos sismos na Venezuela

No dia 24 de junho de 2026, estive na Liga dos Combatentes a falar sobre as Operações de Paz e Humanitárias. NO dia 25 de junho fomos surpreendidos com a dramática situação na Venezuela, onde ocorreram fortes sismos que geraram morte e destruição de grande magnitude. Solidário com a Venezuela, o Governo de Portugal já disse que provavelmente irá enviar ajuda Humanitária, algo que irá requerer (obviamente) a postura Ex Mero Motu (à primeira solicitação) da Força Aérea. Para agravar a situação na Venezuela, o aeroporto internacional da Capital foi afetado, requerendo nesse caso aeronaves táticas que usem “pistas curtas, ou mal preparadas”.

Usado as capacidades únicas de projeção, velocidade, prontidão, flexibilidade, a Força Aérea Portuguesa foi o primeiro Ramo das Forças Armadas a fazer missões Humanitárias internacionais, tanto a nível Bilateral (como será o este caso da Venezuela) quanto para as organizações internacionais (ONU, NATO, EU, etc.). Fá-lo com aeronaves, com “botas no terreno” e com equipamentos com características de duplo uso, providenciando Apoio Humanitário aos mais necessitados. Contas feitas, nos últimos 39 anos, a FA aprontou e destacou aeronaves e militares para operarem em cerca de 70% do Planeta, cobrindo vários mares internacionais e territórios de 49 países, em cerca de 232 missões humanitárias, de apoio à paz e/ou de resolução de crises.

Down-Wash de helicóptero versus telhados de colmo

Em 1992, enquanto cumpria missão no Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD/UNDP) ao serviço da UNAVEM em Angola para gerir a actividade aérea da ONU na Província de Moxico/Luena, tinha de coordenar as necessidades de transporte aéreo da Comissão Eleitoral do Moxico com a capacidade de meios aéreos que a ONU tinha em Luena. Todos os finais de tarde a Comissão eleitoral providenciava as suas necessidades de voos para o dia seguinte, informando quais eram os destinos no vasto território do Moxico (a maior Província Angolana). Em muitas situações, esses locais não passavam de ajuntamentos de cubatas, os quais nem sequer apareciam nos detalhados mapas que as tripulações disponham. Para resolver essa restrição, havia a necessidade de alguém a bordo a funcionar como intérprete/navegador, questionando os habitantes locais sobre a forma de chegar a essas povoações desconhecidas. O eleito era, obviamente, o (único) Português do team aeronáutico da ONU em Luena.

Um certo dia, num desses voos em busca da “aldeia desconhecida”, voando um helicóptero MI-17 russo, aterrámos numa povoação para perguntar onde ficava uma outra aldeia onde deveríamos deixar material para o dia da votação. Quando estávamos prestes a tocar com as rodas no terreno reparei que os populares gesticulavam muito aflitos, tentando dizer para não aterramos ali. O piloto manobrou para pousar noutro local e, quando finalmente consegui falar com alguém, descobrimos que íamos colocar o pesado helicóptero num campo minado pela guerra. Após recebermos indicações sobre o nosso destino, descolámos de novo e lá encontrámos a povoação.

Aquela comuna era uma significativa congregação de cubatas, feitas de capim seco, barro e paus entrelaçados, e o piloto decidiu fazer uma volta de reconhecimento para escolher um local de aterragem. Após seleccionar o sítio ideal, no centro da aldeia, fizemos uma aproximação baixa, em velocidade reduzida, com o pesado MI-17 a passar sobre os “telhados das casas”. O sítio não era espaçoso, pelo que a tripulação estava muito atenta ao procedimento e ninguém estava a prestar atenção aos arredores. De repente, ficámos envoltos em muita poeira, paus, pilhas de palha, papeis e penas de aves voando em redor do MI-17. O piloto Russo, jovem urbano habituado a coberturas de telha, não levou em consideração o material de construção daquelas habitações e perdeu o contacto visual com o terreno. Aflito com aquele desenvolvimento, o piloto chamou-me através do intercomunicador, perguntando o que estava acontecendo.

Eu limitei-me a responder: ” Check your six” (olha às tuas 6 horas)”

Uma fraseologia aeronáutica da Segunda Guerra Mundial que significa “olha para trás”

Tínhamos destruído tudo à nossa passagem. Podia-se identificar o rumo da nossa aproximação pela quantidade de capoeiras e telhados de colmo destruídos pelo down-wash do rotor do helicóptero.

No chão, a população estava muito irritada, com a gente gesticulando de forma hostil. Nós avaliamos a situação e entendeu-se que não havia nenhuma maneira para aterrar naquele local, sem colocar em risco a segurança da população, e a nossa própria segurança após aterrarmos.

Abortámos a missão e regressámos a Luena. O relatório da missão passou a constar:

“missão abortada por razões de segurança”.

Aquela comuna não votou em 1992.

22 de junho – Eventos históricos da aviação militar portuguesa

1941 – A Esquadrilha de Caça nr.2, Lajes – Açores – passou a estar operacional emitindo a sua primeira Ordem de Serviço.

1961 – É extinto o cargo de Subsecretário de Estado da Aeronáutica, passando as suas funções a serem desempenhadas pela nova Secretaria de Estado da Aeronáutica (Decreto-Lei nº 43748 DG nº 143 Série 1).

20 de junho – Eventos históricos da aviação portuguesa

1540 – O barbeiro sangrador João Torto, terá saltado do alto da Sé de Viseu, com umas asas improvisadas, acabando por ser a primeira vítima do “mais pesado do que o ar” em Portugal.

1975 – Criação da Comissão Liquidatária da Guiné (Despacho 26/75 do CEMFA AO 1ª Série p. 386).

1989 – É aprovada a designação da nova unidade de Fóia: Esquadra de Vigilância e Deteção nº11 – ESQ. VD11 (Despacho do CEMFA OFA 1ª Série p. 437).

O desporto no género feminino no países Lusófonos

Saiu finalmente o livro da Palgrave que aborda uma ´serie de aspetos (político/sociais) do género feminino nos nove países da CPLP. Tocou-me colaborar no capítulo do desporto feminino. Foi um desafio relevante, com entrevista presenciais e remotas com desportistas, comités olímpicos, responsáveis políticos etc. Quase um ano de investigação que me levou a prender coisas que não fazia ideia.

Agradeço ao Prof Dr. Francisco Leandro – um dos responsáveis pela edição – a oportunidade que me foi dada.

18 de junho 1963 – primeiro voo do Alouette III português

1963 – Voa o primeiro AL III com registro Português. Dizem que Portugal transformou um helicóptero utilitário numa aeronave de combate muito eficaz que, durante 57 anos fez mais de 300.000 horas de voo.

Portugal viria a operar 142 AL III em África, distribuídos por 5 esquadras. ESQ 94, BA9 Luanda (Angola) Moscas; ESQ 122, BA12 Bissalanca (Guiné) Canibais; ESQ 402, AB4 Henrique Carvalho (Angola) Saltimbancos;  ESQ 503, AB5 Nacala (Moçambique) Índios; ESQ 703, AB7 Tete (Moçambique) Vampiros; e os “Lobos Maus” que eram a versão do AL III transformado em “helicanhão”. Durante a Guerra do Ultramar a Força Aérea perdeu 30 AL III com os respetivos pilotos.

O último voo do AL III foi a 17 de junho de 2020.

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