Feira do Livro nos jardins da Presidência da República

ATLANTIC BOOKS está presente na Festa do Livro de Belém, que decorre nos Jardins do Palácio de Belém a partir de hoje e até 10 de Setembro.

O acesso à Festa do Livro de Belém é efetuado pela Loja do Museu da Presidência da República ou pelo Jardim Botânico Tropical.

Condução “wall weather” no meio de uma guerra

Na missão das Nações Unidas da ex-Jugoslávia (UNPROFOR) todos os invernos tínhamos de mudar de pneus dos veículos que nos estavam atribuídos. Porém, quando a neve era abundante – o que acontecia com regularidade – nem sequer os pneus de inverno nos valiam para podermos continuar a conduzir “all weather”. Tínhamos então de aplicar as correntes de neve e passar a conduzir em modo 4×4 e de uma forma bastante mais defensiva. Para um português (alfacinha), muitas destas experiências eram novidade e, uma vez que a missão não se compadecia com restrições de diferentes latitudes, e cada um conduzia o seu próprio veículo, o que tinha a fazer era aprender rapidamente com quem sabia da poda., no caso – com os canadianos!

https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

Crónica da Guerra na Bósnia

Durante os cerca de 3 anos que durou a guerra na Bósnia Herzegovina, os radares viram muita coisa que os historiadores não registaram. O último ano dessa guerra teve um português a liderar a equipa de observadores radaristas da ONU que vigiava a Zona de Exclusão Aérea, usando radares sérvios.

Agora em livro pela editora Lisbon Press  https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

Portuguese-speaking Small Island Developing States

Finalmente chegaram. 495 páginas e 40 imagens que nos levaram muitas horas de trabalho a elaborar. Procurámos ser inovativos na análise das dinâmicas económicas, sociais, politicas e diplomáticas de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Mantendo uma tradição de controlo de qualidade, a editora Palgrave Macmillan fez um “peer review” particularmente exigente, mas o trabalho de investigação esteve à altura e mereceu créditos internacionais.

Ficámos orgulhosos!

As casas Portuguesas na guerra da Bósnia

05 JAN 1995 – Cair da noite no Aeroporto de Zagreb

O capitão Duque tinha trazido um veículo todo-o-terreno da ONU para me recolher; carregámos o carro com as minhas bagagens e partimos para um dos dois apartamentos que os oficiais portugueses alugavam na cidade.

Chamavam-lhe “casas portuguesas” e, embora distanciando menos de um quilómetro uma da outra, na essência, eram parecidas. Tratava-se de um pequeno apartamento, constituído por uma sala com kitchenette, um quarto e uma casa de banho. Todos os 12 militares na missão contribuíam para pagar a renda daqueles dois apartamentos, mas só um ou dois de nós efetivamente residiam nessas casas. Os restantes usavam-nas como ponto de apoio nas estadias temporárias em Zagreb, quando transitam entre as zonas de operação. Havia sacos de dormir e mochilas militares por todo o lado. Tudo com as identificações dos respetivos donos, enquanto estes estavam algures no teatro de operações da Krajina ou da Bósnia e Herzegovina. Na UNPROFOR, qualquer movimento que se fizesse tinha obrigatoriamente de passar por Zagreb. Era bom ter um ponto de apoio na Cidade. O apartamento para onde fomos estava particularmente bem localizado, ficando a cerca de 100 metros da entrada do Quartel-General da UNPROFOR.

Tal como os restantes oficiais portugueses, eu passaria a pagar uma cota-parte do valor das rendas e, em compensação, poderia usufruir de um local para pernoitar, em Zagreb sempre que necessitasse.

Durante aquela noite comemos uma refeição ligeira e deu-se início ao meu processo de aprendizagem sobre a missão, na versão “explicações particulares à portuguesa”. O capitão Duque começou por dizer:

Tinha começado a missão missão na United Nations Portection Force (UNPROFOR), na Bósnia Herzegovina, Croácia e Jugoslávia.

Extrato do início do livro “Bósnia 95 – Guerra aérea em manutenção de paz”.

Portuguese-speaking Small Island Developing States

É com muito prazer e orgulho pessoal que anuncio a publicação de um grande livro (literalmente porque tem mais de 490 páginas e 54 ilustrações) que nos levou mais de um ano a preparar. Agradeço aos dois outros coautores – Francisco Leandro e Enrique Galan – a oportunidade que me deram em colaborar nesta obra.

Está escrito em inglês e quem conhece esta editora internacional sabe que a qualidade e o detalhe são a marca de água da Palgrave.

Escalpelizamos a recente evolução histórica de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, analisámos as situações politicas, diplomáticas, económicas e sociais desses países insulares de língua portuguesa, e apresentamos informação para os leitores tirarem as suas próprias conclusões.

Espero que gostem

https://link.springer.com/book/10.1007/978-981-99-3382-2?fbclid=IwAR0DD7H7PZu59UKkWwXMIPk_tcOxGg7lfGjln9Z9TobJsEal5S4LrLl3Mvg

As “Bombas de fragmentação”

Muito se tem falado sobre bombas de fragmentação na guerra da Ucrânia. Efetivamente, o termo “fragmentação” está incorreto, uma vez que se tratam (isso sim) de misseis com sub-munições. Porém, não vamos criar entropia teórica na comunicação e falemos das “tais bombas de fragmentação”.

A coisa não tem nada de novo lá para o Leste Europeu, uma vez que foram usadas e abusadas nas guerras de Independência da Croácia e da Bósnia Herzegovina. Aliás, as primeiras baixas de militares portugueses na Bósnia – na missão OTAN/NATO IFOR – em 1996, deveram-se exatamente à explosão de uma sub-munição de um míssil “de fragmentação”.

Neste meu livro “BÓSNIA 95 – GUERRA AÉREA EM MANUTENÇÃO DE PAZ” – reporto a forma como tive de lidar com este tipo de arsenal, quando as forças Sérvias do Setor Norte da Krajina Croata bombardearam Zagreb, no dia 1 de Maio de 1995. Centenas de pequenos invólucros, espalhados em meu redor, prontos a explodir a qualquer toque ou brisa de vento mais forte.

author.paulo.goncalves@gmail.com

Novo livro sobre as guerra na ex-Jugoslávia

Acabado de sair das máquinas, eis o meu testemunho sobre o que aconteceu no primeiro semestre do último ano da Guerra da Bósnia e o final da Guerra de Independência da Croácia. São 360 páginas, com 8 fotos e 40 desenhos/cartoons. Muitas das táticas em uso na Ucrânia já o tinham sido nos Balcãs, saiba como.

O livro custa 17 e fica em 21 euros com despesas de envio – interessados, pedidos por mensagem pessoal.

author.paulo.goncalves@gmail.com

71º Aniversário da Força Aérea Portuguesa

A Força Aérea Portuguesa celebra hoje o seu 71º Aniversário. Gostaria de desejar os maiores sucessos a todos aqueles e aquelas que serviram e servem nesta instituição de Excelência. Aos vindouros, deixo o seguinte alerta: – só no dicionário é que “sucesso” vem antes de “trabalho”. Na FAP não sabemos o que é inação, e agimos de imediato, porque Ex Mero Motu quer dizer “por um mero motivo”.

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