
Este thriller policial de Patricia MacDonald apresenta-nos uma América rural contrastante com o ambiente urbano, onde tudo pode acontecer … até ao momento em que alguém decide contar um segredo no leito de morte.
Memórias e reflexões expostas em poucas palavras – Memories and reflexions in few words

Este thriller policial de Patricia MacDonald apresenta-nos uma América rural contrastante com o ambiente urbano, onde tudo pode acontecer … até ao momento em que alguém decide contar um segredo no leito de morte.
1943 – Aterram em Portugal, em emergência, (mais) dois caças Bell P-38 AirCobra, os quais são apreendidos por Portugal ser um país neutral na Segunda Guerra Mundial, e foram incorporados nas esquadras de voo da Aeronáutica Militar Portuguesa. No ano anterior tinham aterrado cinco e outros se seguiriam pelo que, no total, viriam a ser incorporados na Aeronáutica Militar Portuguesa 19 AirCobras.

1960 -A Nossa Senhora do Ar foi entronizada padroeira dos aviadores portugueses, através da Breve Papal “Aligera Cymba”, ratificado pelo Papa João XXIII.


Qualquer situação situação que se queira analisar, necessita de um afastamento do avaliador para não “contaminar” essa mesma avaliação com raciocínios influenciados. O afastamento cronológico é o melhor separador entre o abjecto e o observador.
1928 – É implementado o 1º Grupo Independente de Aviação de Bombardeamento, Amadora, comandado por Sarmento Beires.

1978 – É determinada a criação de secções do Museu do Ar nas unidades da Força Aérea (Despacho 6/8 do CEMFA).

1985 – É implementada a Esquadra 504 – Linces – voando o Falcon 20, depois também o Falcon 50 e posteriormente também o Falcon 900. Os Linces têm como missão o transporte de altas entidades de Estado, ou transporte estratégico de pequenos grupos de pessoal (de fora para dentro, e vice-versa, dos Teatros de Operações), sendo também responsável por inúmeras vidas salvas, quer seja através do transporte de doentes como de transporte de órgãos para transplante.

11 de janeiro 1928 – Extingue-se o Grupo de Aviação de Informação nº1, Amadora.

1922 – Data a partir da qual a esquadrilha “Breguet” do Grupo de Esquadrilhas da República passa a denominar-se Esquadrilha Capitão Ramirez (Portaria 2995 DG 252 Série 1 de 13 de setembro de 1921).

Primeiro livro de 2026. Foram 574 páginas onde o autor (José Rodrigues dos Santos) nos apresenta um policial baseado num profundo trabalho de investigação sobre “enteógenos” (LSD); física quântica; e atividades menos lícitas de investigação científica com um toque de abordagem alternativa da realidade. Gostei, mas confesso que não é uma leitura simples para distrair e passar o tempo (aliás, como é característico deste autor). Mais uma vez, é notório que o objetivo do autor é partilhar conhecimento com um embrulho de romance thriller.

So, I am NOLT
Não sou idoso. Sou NOLT.

Recebi de um amigo e decidi compartilhar com vocês!
A Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços (uma componente do acervo do Ecomuseu Municipal do Seixal) recebeu no dia 26 de outubro a 5ª Tertúlia de Poesia, cumprindo desta forma uma tradição semestral que já dura há mais de dois anos.
Desta feita, os 13,5 hectares da antiga fábrica receberam oito (8) poetas convidados, tendo cada um declamado dois dos seus poemas em locais distintos do recinto. Numa constante caminhada por entre edifícios e matagal, os participantes não só assistiram à declamação dos poemas, como puderam apreciar a biodiversidade preservada naquela área, a qual tem cerca de 585 espécies animais e vegetais catalogadas, e ainda receberam uma explicação detalhada da forma como a pólvora foi produzida naquelas instalações desde o Século XVIII. Os visitantes usufruíram dos profundos conhecimentos sobre aquela infraestrutura industrial que a doutora Graça Filipe (responsável pelo local) foi prestando ao longo de todo o percurso.
Receberam-se origamis com poemas, ouviram-se poemas teatralmente interpretados, poemas declamados, poemas cantados e até dançados por parte dos seus criadores.







No final, houve um período de “microfone aberto”, onde qualquer pessoa pode apresentar um poema ao resto da audiência, e depois foi visitada uma exposição fotográfica intitulada “Ilha da Biodiversidade” (de Mauro – o organizador do evento e ele próprio um poeta) e assistiu-se a um momento de música ao vivo.
Ficou a tristeza (inspiradora de poemas) de ver a degradação a que chegaram os edifícios da Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços. Algo que alguns (poucos) procuram desesperadamente fazer sair do pantanal do desapreço. Um local com alguma maquinaria museológica em perfeito estado de conservação, que até tem uma gigantesca máquina a vapor a qual, embora antiquíssima, está bem preservada e certificada para funcionar.
Parabéns à organização, parabéns à estrutura zeladora do património do Ecomuseu do Seixal, …, em maio de 2025 haverá mais poemas … assim houvesse mais capacidade de investimento na preservação da Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços.
Destaco este poema de Cláudia Carola, que, no contexto internacional da atualidade, me tocou particularmente.
Eu Portugal
Estou à beira mar plantado
País de grandes tradições
Tenho na voz o triste fado
Uma história de milhões
Descobri o mundo inteiro
Em caravelas pequenas
Cheguei sempre em primeiro
Sem GPS nem antenas
Sou pequeno na geografia Sou enorme na antiguidade Descobri a cartografia
Dividi o mundo em metade
De escritores bons a poetas
Tenho tudo nas minhas gentes
Aqui não se fazem jamais dietas À Volta da mesa sempre presentes
Tenho estórias para partilhar
Em bailes dos Santos populares
Venham lá todos comigo dançar
Nestes bailaricos peculiares
Por vezes mal compreendo Fico no meu canto bem quieto Às vezes também sou esquecido Partilho a dor no meu soneto
Nem tudo é perfeito bem sei Há muito trabalho a ser feito Mas sempre o melhor eu dei Estou longe de ser perfeito
Ah gentes desta minha terra
Agradecei este vosso cantinho
Onde há sol e não há guerra
Onde há bom pão e bom vinho.