O tempo de antena dedicado a cobrir conflitos armados está em alta. Especialmente para os que estão (aos ocidentais) mais próximos, ou que nos afetam diretamente, como são os casos do Irão e da Ucrânia. O caso não é novo, já tinha acontecido na guerra do Vietnam mas foi nos conflitos dos anos 90 que a coisa de incrementou, com o Iraque, a Bósnia, a Somália, etc. Apareceu o “efeito CNN” que define que os “media fazem com que os militares vão para a guerra e depois faz com que os militares venham da guerra”. A comunicação com as grandes massas assumiu-se como mais uma valência do arsenal militar. O único agregador de audiências com alguma capacidade de roubar tempo de antena às guerras, talvez seja o futebol!

Porém, com as novas tecnologias a imperarem, as guerras saíram das TVs familiares nas nossas salas de estar, e mudaram-se para os nossos telemoveis individuais. Os algoritmos zelam que tenhamos acesso permanente àquilo que gostamos de ver, e, mais preocupante, só àquilo que gostamos de ver e não àquilo que verdadeiramente nos interessa (ou devia interessar).

Os media proliferam e lutam entre si para atrair as mesmas audiências. Reportar coisas chocantes é mais importante do que informar.

O problema é que alguns decisores políticos de relevo e comentadores (ditos especialistas) tomaram-lhe o gosto, e “disparam verborreia” de forma cadenciada que não ajudam nada a separar os contentores.


















