Crimes contra a humanidade (a prazo)

Com todos os conflitos que decorrem neste momento, já alguém se preocupou em contabilizar e publicar, de forma regular, a quantidade de efeitos prejudiciais que as armas têm no meio ambiente? Já alguém se preocupou em considerar que a destruição do ambiente provocada pelas guerras também deveria ser considerado um crime de guerra (a prazo) atribuível a quem iniciou as hostilidades?

Qualquer dia para se brincar na areia temos de usar técnicas, táticas e procedimentos de guerra química.

Atrás das linhas do inimigo, a História verdadeira que Hollywood não contou

A Associação da Força Aérea (AFAP) publicou no seu Boletim nr. 85 a história corrigida do filme “Atrás das linhas do inimigo”, com o sub título “a História verdadeira que Hollywood não contou”.
Recorda-se o abate de um F-16 USAF por forças sérvias, em 1995, iniciando toda uma série de eventos que levaram ao massacre de Srebrenica.

O pessoal da FAP estava lá para contar como aconteceu em https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

Por essa e outras histórias aeronáuticas, recomenda-se a leitura das publicações da AFAP.
https://www.facebook.com/associacaoforcaaereaportuguesa/

Evacuações aéreas

Durante a missão das Nações Unidas na guerra da ex Jugoslávia (UNPROFOR), competia aos Observadores Militares da ONU verificarem a correta execução das evacuações aéreas (médicas) das fações beligerantes, que fossem superiormente autorizadas a voar dentro da No Fly Zone. Testemunhava-se o lado da guerra que não vem nos manuais, nem nos filmes; o sofrimento dos civis (homens, mulheres e crianças) feridos pelas ações de combate e pela “limpeza étnica”, e da brutalidade de milícias armadas com espírito tresloucado.


Procure online o livro: Bósnia 85 – Guerra aérea em manutenção de paz

Editora Lisbon Press

Camuflagem eletrónica de helicopteros

Vemos regularmente nas TV imagens da guerra na Ucrânia, com helicópteros a voarem muito baixo sobre estradas. À primeira vista poder-se-á pensar que é exibicionismo dos pilotos, mostrando as suas habilidades para as câmaras instaladas a bordo. Porém, aquilo que os pilotos estão a fazer é pura camuflagem eletrónica. Estão a voar muito baixo, a velocidades reduzidas (para uma aeronave) e a percorrer o trajeto das rodovias, mascarando-se como uma viatura terrestre e, dessa forma, confundindo os radares a bordo de aeronaves inimigas de aviso antecipado, de modo a serem interpretados como carros a viajarem nessas mesmas estradas.

Na guerra da Bósnia, os pilotos de helicóptero sérvios eram exímios em fazer esse tipo de voo. Os radares NATO a bordo dos aviões AWACS  (os Magic) apresentavam ao operador tudo o que tinha retorno, fosse uma elevação no terreno, um carro, um comboio ou um avião. De modo a que os operadores pudessem tomar decisões, eram introduzidos filtros de velocidade, mostrando somente aquilo que interessava. Esses filtros podem eliminar alvos fixos, ou alvos com velocidades reduzidas, para “limpar” o monitor radar de tudo o que não seja uma aeronave. É aí que os helicópteros de ataque se mascaram como carros, voando baixo, sobre as estradas (na esperança que o perfil das mesmas esteja introduzido no vídeo map dos radares) e a velocidades próximas de um carro.

Detalhes dessa história e muitas outras situações idênticas à guerra na Ucrânia, são reportadas no livro “Bósnia 95 – Guerra aérea em manutenção de Paz”.

https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

Dia Internacional da Paz

No Dia Internacional da Paz (21 de setembro) deste ano (2023) agradeço o facto dos minha família estar protegida do flagelo da Guerra, neste espaço a que normalmente chamamos de “Mundo Ocidental”. Contudo, declaro-me indignado por essa condição estar contida territorialmente, e não estar vigente em todo o planeta.

Lanço o apelo para (pelo menos) pouparem as crianças, e não as usarem como instrumento de disputa e/ou negociação.

https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

Antevisão da Guerra na Ucrânia

O Secretário-Geral da NATO -Jens Stoltenberg – anunciou recentemente que a Guerra na Ucrânia será longa. Será? Pois eu acho que a coisa terá um desenvolvimento repentino, e uma solução precipitada, até ao final de 2023, ou pelo menos irá haver uma forte pressão sesse sentido. Esta minha convicção prende-se com dois factos e uma avaliação retrospectiva.

É um facto que o principal apoiante político e material da Ucrânia são os Estados Unidos da América, sem os quais os ucranianos teriam de abandonar a guerra convencional, com dois exércitos em confrontação por domínio territorial, e enveredar por uma guerra de guerrilha, onde grupos de partisans lutariam na clandestinidade contra uma potência ocupante.

É também um facto que e os americanos vão ter eleições em 2024, e que o tremendo suporte financeiro em apoio humanitário e material de guerra vai ser confrontado com os modestos resultados no terreno, e o debate político irá focar-se na redução (se não o fim) desse apoio material.

Por outro lado, comparando os calendários políticos Norte-Americanos com os conflitos mais mediáticos das últimas três décadas, verificamos a curiosa coincidência que se fecha um conflito importante, ou termina a presença de militares americanos numa missão estrangeira, exatamente um ano antes de uma eleição presidencial nos Estados Unidos.

Vejamos o que aconteceu após o fim da Guerra Fria (1991):

 1991 Fim da ocupação iraquiana do Kuwait com o ataque avassalador de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos às forças de Saddam Hussein. 1992 Eleições presidenciais americanas (vence Clinton).

1995 Fim da Guerra na Croácia e na Bósnia Herzegovina com a assinatura dos Acordos de Dayton (USA). 1996 Eleições presidenciais americanas (vence Clinton).

1999 Fim do conflito no Kosovo com o ataque da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos às forças Jugoslavas. 2000 Eleições presidenciais americanas (vence JW Bush).

2003 Invasão do Iraque e fim da ameaça de Sadam Hussain. 2004 Eleições presidenciais americanas (vence JW Bush).

2007 Início da politica US para o Iraque baseada em “return on success“, com a forte redução de forças americanas no terreno. 2008 Eleições presidenciais americanas (vence Obama).

2011 Fim da presença USA no Iraque. 2012 Eleições presidenciais americanas (vence Obama).

2015 Fim da Força Internacional de combate (ISAF) no Afeganistão. 2016 Eleições presidenciais americanas (vence D. Trump).

2019 Acordo para o fim da presença USA do Afeganistão com consequente retirada do que restava de todas as forças internacionais de Cabul. 2020 Eleições presidenciais americanas (vence Biden).

(agora preencha você os espaços vazios) 2023 Fim do conflito em … . 2024 Eleições presidenciais americanas (vence …) .

Dir-me-ão que são conflitos congelados e situações de Paz podre. Estou de acordo e tenho poucas dúvidas sobre essa caracterização no tocante à Bósnia, ao Kosovo, ao Iraque e ao Afeganistão. Em todos eles a Paz deve de ser mantida com um punho de ferro envergando uma luva de pelica.

Mas isso, é assunto para outra discussão.

https://www.livrariaatlantico.com/lisbon-press/bosnia-95-guerra-aerea-em-manutencao-de-paz-primeiro-volume

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