O Avro 504 deve de ter sido o avião da Primeira Grande Guerra que mais se produziu e que mais tempo sobreviveu ao evento que lhe deu origem. Efectivamente, consta que foram produzidos 8.970 aviões Avro 504 (de vários modelos diferentes e em fábricas distintas) tendo esta aeronave permanecido a voar por cerca de 20 anos.
Em Portugal, o Avro 504 foi introduzido no Exército em 1924, tendo sido adquiridas 30 aeronaves. Como tinha uma variante armada (podi a levar uma metralhadora do extradorso da asa superior e 4 bombas) equipou esquadrilhas de caça; contudo, foi essencialmente na instrução de pilotagem (da Aviação Militar e da Marinha) que esta aeronave se notabilizou. Foi também um Avro 504 que em Outubro de 1930, fez um voo demonstrativo nos Açores – Ilha Terceira – inaugurando desta forma o aeródromo da Achada.
A esquadrilha de Avro 504 de Sintra, estava dedicada à instrução de pilotagem, e identificava as suas aeronaves através de uma tarja diagonal na fuselagem, pintada de cor azul claro. No centro havia um círculo branco onde era inscrito o número da aeronave. O avião número 6 estava dedicado ao Comandante de Esquadrilha e, para o efeito, tinha uma apresentação visual um pouco distinta: – A faixa azul era em xadrez branco e azul claro. Consta que Humberto Delgado – o (futuro) “General Sem Medo” – foi comandante de esquadrilha naquela Unidade e voava essa mesma aeronave (“O axadrezado”).
Humberto Delgado voando “o seu” Avro 504, em Sintra, como comandante de esquadrilha de instrução de voo.
Os Avro 504 estiveram ao serviço de Portugal desde 1924 até 1937.
In 1992, when the UN helped Angola in organizing its first free elections, UNAVEM (the UN mission in country) tasked UNDP (UN Development Program) to deal with the technicalities of the process. After a short assessment, it was verified that the Country was so heavily mined that it wouldn’t be realistic to image land transportation of all the staff and material for the electoral venue. It had to be done by air! Therefore, upon request from UDDP, ten Portuguese Air Force air traffic managers deployed to Angola and were distributed throughout the Country, to support this ambitious operation (the biggest air campaign organized by UN to that moment).
I was assigned the UN air fleet at Luena –Capital of the Moxico Province (the largest Angolan Province in the far East of the Country). The civil war had damage severely the entire region, both in the human and material aspects. Arriving to Luena and touring the City’s streets was a chocking experience. All the buildings with an institutional semblance had been completely sprayed with machine-gun fire. There was no space greater than 50 centimeters without a bullet impact. It looked like a horrible degenerative disease, which affected the building materials; something like …“brick measles”. The roof tiles were broken and largely missing, and it appeared the building edges had been nibbled, bitten and gnawed. The air still had the odor of burned material. That was destruction just for the fun of it! There was no tactical advantage for that level of “dwellingcide” (genocide of buildings).
Brick measles – Angola (1992)
I thought it was a unique situation, the result of a local unsolved issue … but it wasn’t, it was all over the interior of the Country. It was no even an Angolan problem; it was a human disorder, because, three years later I found “brick measles” again, in Europe – Bosnia Herzegovina; Mostar streets were a perfect example of it.
Durante o cerco a Sarajevo (1992/95), para além das baixas causadas pelos combates entre as forças opositoras, havia também os chamados “alvos televisivos”, que funcionavam como amplificadores do cenário de guerra.
Os bósnios muçulmanos perdiam quase todas as batalhas mas estavam a levar a melhor, em termos da Grande Estratégia, porque olhavam para além do que ocorria no terreno. Tinham uma visão prospetiva, mantendo-se concentrados nos seus objetivos finais e não nos resultados de curto prazo. Tinham descoberto o Centro de Gravidade da decisão internacional: – as salas-de-estar dos lares na Europa e nos Estados Unidos da América, durante o horário nobre dos telejornais. Sabiam também que o ano de 1995 era particularmente importante, porque os Estados Unidos iriam ter eleições presidenciais no ano seguinte e Bill Clinton necessitava de apresentar um grande feito político na sua ação internacional. O fim das hostilidades na Bósnia, sob um acordo promovido pelos Estados Unidos, era uma belíssima arma para ser usada durante a campanha eleitoral.
Os bósnios necessitavam de imagens fortes, que indignassem telespectadores ocidentais, para que estes exigissem aos seus políticos o fim das hostilidades.
Entre os Capacetes Azuis de Sarajevo, havia mesmo uma regra não escrita que dizia:
–“Mantém-te longe dos cameramen, se não quiseres ser abatido ao vivo.”
Os Franceses que o digam … perderam vários soldados dessa forma. Não se passava nada até aparecerem os jornalistas e, após estes colocarem as suas câmaras a filmar, os snipers entravam em ação.
No auge da Guerra Fria (anos 50) os Países Aliados (NATO) temiam uma invasão terrestre do Pacto de Varsóvia apoiado no tremendo número de carros de combate que os Soviéticos tinham. Para travar essa invasão teria de haver (especialmente na Alemanha e Itália) uma frota de aviões de combate dedicados a destruir carros de combate e respectivos apoios logísticos na linha da frente Alemã/Italiana. As distâncias a percorrer não eram grandes mas a frequência dos voos deveria ser elevada, com largada de armas rápidas na zona de combate. Desta forma, a nova aeronave embora subsónica deveria de ser rápida (mach 0.95), de baixa manutenção, muito manobrável a baixa altitude, que pudesse operar a partir de pistas curtas improvisadas (auto-estradas), com quatro metralhadoras 12.7 mm ou dois canhões de 30 mm e bombas/rockets, com uma autonomia de 280 Km e 10 min. sobre o alvo. A FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino) respondeu ao desafio com o FIAT G-91. A República Federal da Alemanha operou 460 G-91 e a Itália 229, nas várias configurações que a aeronave teve.
Portugal comprou os seus primeiros (40) FIAT G-91 à Alemanha, para operar nos teatros de operações do Ultramar. A exemplo do que acontecia com as contrapartidas americanas pela utilização da Base das Lajes, também o negócio com os alemães teve nuances de contrapartidas pela utilização germânica da Base de Beja. Entre 1976 e 1982 Portugal recebeu mais FIAT G-91 da Alemanha, tendo a FAP operado perto de uma centena de aparelhos.
O FIAT também foi usado em Monte Real(Falcões) treinando pilotos para a guerra do Ultramar
Durante a Guerra do Ultramar os FIAT operaram em Moçambique (onde, entre outras, surgiu a Esquadra dos Jaguares), em Angola e na Guiné.
Após o conflito ultramarino a FAP organizou duas esquadras equipadas com G-91, a Esq. 301 Jaguares na BA-6 (Montijo) e a Esq. 303 Tigres na BA-4 (Lajes – Açores).
Alcunhado carinhosamente de “porquinho” (porque comia todo o tipo de combustível que lhe dessem, ou qualquer coisa que se lhe atravessasse à frente da entrada de ar da turbina) ou de Gina (G NInety one), os FIAT foram abatidos ao efetivo da FAP em 1993 (quando já só existia a Esq. Jaguares), tendo voado com a Cruz de Cristo nas asas durante 27 anos, onde efectuaram 75.000 horas de voo e ganharam, por duas vezes, o prémio “Tigre de Prata” nos “NATO Tiger Meetings” (top guns) da Aliança.
Legenda (este desenho não está, obviamente,à escala) – 1 Hotel de jornalistas “Holiday Inn”; 2 – Edifício do PTT e Quartel-General da ONU para o Setor Sarajevo; 3 Monte Igman; 4 – Zona Sérvia de Dobrinja; 5 – Avenida dos Snipers; 6 – Quartel-General da ONU para a Bósnia-Herzegovina; 7 – Aquartelamento ONU de Zetra; 8 – Zona Sérvia de Lukavica e Grbavica; 9 – Moradia da equipa de UNMO; 10 Monte “Spiky Rock”; 11 – Monte Trebevic.
No início de Agosto de 1995, entrámos em Sarajevo via Monte Igman, porque o Aeroporto estava fechado ao tráfego aéreo. Por todo o lado havia muito lixo, pedaços de prédios e restos de viaturas automóveis. Só o vento, ou a deslocação de ar provocada por um eventual carro da ONU que passasse, fazia com que os papéis abandonados no pavimento se movessem de um sítio para outro. Onde o lixo se concentrava um pouco mais, subia uma coluna de fumo por alguém lhe ter colocado fogo. Era a única forma de evitar pestes de animais que provocavam doenças na população da Cidade. Também havia, obviamente, corvos e gralhas a ajudar na limpeza das lixeiras.
Nas janelas e varandas, que não estavam voltadas para o lado sérvio (portanto protegidas do fogo dos snipers), havia vasos e floreiras onde, em vez de plantas de jardim, cresciam vegetais comestíveis. Cenas desesperadas de sobrevivência de uma população sitiada. Ouviam-se com regularidade disparos de armas automáticas ligeiras, intervalados por armas pesadas. Ocasionalmente ocorria uma explosão à distância. Entre os altos edifícios de apartamentos havia áreas de vivendas familiares, que quebravam a obstrução aos raios solares deixando a luz entrar nas ruas imundas de lixo. Todos os objetos em madeira, sendo mobiliário público ou privado, que não fossem absolutamente necessários, tinham sido há muito tempo transformados em lenha para aquecer o inverno ou cozinhar a parca comida que aparecia na Cidade. Os antigos canteiros municipais, que anteriormente embelezavam as ruas com plantas e zonas verdes, estavam votados ao abandono e transformaram-se em pequenas selvas com grandes arbustos. Nas ruas pouco frequentadas, cresciam ervas altas nas uniões do pavimento. Um cenário de deserção urbana pós-apocalíptico.
Conforme se ia penetrando na zona central da Cidade, começavam a ver-se mais pessoas nas ruas, tentando levar uma vida adaptada àquele situação. Em certas ruas apontadas às colinas circundantes, havia contentores marítimos, carros ligeiros e autocarros estropiados, empilhados uns em cima dos outros, procurando fazer um muro à visibilidade dos atiradores furtivos. Onde não havia espaço para colocar os veículos, era usada a alternativa de, a partir dos pisos superiores dos edifícios de ambos os lados da rua, atravessar uma sequência de cordas com todo o tipo de longos panos, cortinas, oleados e alcatifas penduradas, para obstruir a visibilidade dos snipers. Era na sombra desses obstáculos visuais que os peões transitavam, como um carreiro de formigas que não se desvia do trajeto.
Em algumas pontes, jardins públicos e esquinas de ruas, havia um sinal de trânsito que eu nunca tinha visto – “Pazi Snajper” [cuidado sniper]. Significava que, após aquela esquina, a próxima rua era considerada uma zona de morte, que estava na mira telescopia de uma espingarda de precisão a longa distância, de um sniper sérvio.
Em certos locais, como por exemplo junto ao hotel Holiday Inn, onde residiam quase todos os jornalistas, havia uma outra versão cuja tradução dizia:
– “Opasna zona , RUN or RIP” (Zona Perigosa – Corre ou Descansa Em Paz).
Era um aviso com um toque de humor negro, misturando a língua servo-croata – Opasna zona [Zona perigosa] com o Inglês – RUN [corre] or [ou] R.I.P. – o acrónimo fúnebre para Rest In Peace [Descansa em Paz].
Viam-se também muitos sacos de areia empilhados em trincheiras elevadas, para proteção das entradas dos edifícios. As grandes vitrinas das montras comerciais estavam tapadas por placas retangulares, em betão armado pré-fabricado, colocadas com a base menor no chão e inclinadas sobre o prédio que procuravam proteger. Nos edifícios altos, os pisos superiores estavam expostos ao fogo dos sérvios e exibiam a prova de uma guerra sem limites. Era como se alguém tivesse derramado um ácido poderosíssimo sobre os prédios, que os fosse desfazendo de alto abaixo. Quanto mais elevado era o andar, mais corroído estava. As paredes ostentavam as perfurações das balas e, em alguns sítios, ainda fumegantes, viam-se grandes buracos resultantes dos impactos diretos de projéteis de artilharia. Na generalidade, não havia vidros nas janelas e, em muitos casos, estava impresso a negro nas paredes exteriores o sinal de ter havia um fogo naqueles cómodos.
Onde parecia haver habitantes, os vidros eram substituídos por plásticos, com o símbolo da agência ONU para os refugiados – UNHCR – a qual oferecia rolos de plástico especificamente para esse efeito. Quanto mais exposta às colinas circundantes a casa estivesse, mais castigada pela guerra a sua estrutura estaria. Em Sarajevo, ter uma casa com uma linda vista para a montanha, era sinónimo de morte.
Sarajevo estava cercada por colinas e em quase todas elas havia tropa sérvia a bombardear a Cidade.
Legend (this drawling is, obviously, not to scale): 1 –Hotel Holiday Inn (international media HQ); 2 – PTT building and UNPROFOR HQ for Sector Sarajevo; 3 Mount Igman’s descent road; 4 – Serbian area of Dobrinja; 5 – Sniper Alley; 6 – UNPROFOR HQ for Bosnia-Herzegovina; 7 – UN Compound in Zetra; 8 – Serbian area of Lukavica and Grbavica; 9 – UNMO Team house; 10 – Mount “Spiky Rock”; 11 – Mount Trebevic.
This was the way I saw Sarajevo in August 1995, just before NATO’s airstrikes: There was domestic trash, parts of automobiles and smithereens of buildings everywhere. Due to the war, no one was collecting the trash. Crows and rats were proliferating among all that filthiness. The gardens and urban green spaces were abandoned and transformed into little jungles, with big bushes and all sort trash hanging from the dry vegetation, a perfect hideout for unpleasant animals. Only the wind would sweep the papers and rolls of dry vegetation away.
In certain areas, covered by a building from the snipers’ fire, small garbage piles had been set on fire by some courageous citizen. We could see the smoke coming out of the dark stack, together with the stinky smell. Burning the trash was the only way to avoid a plague.
On the buildings hidden from the Serbian outskirts, the verandas and the windows had flower vases but, instead of flowers, there were eatable vegetables.
All urban public furniture made of wood, such as garden benches, fences, lamp posts, etc., had been removed and used as firewood. Home furniture also had the same destiny; improvised fireplaces for cooking and home heat production. Only the essential woodcraft was kept away from the fireplace.
Those were desperate scenes of a population trying to survive a blockade, for more than three years. There was a constant background sound of automatic rifles bursts, the rhythmic fire of heavy guns and an occasional explosion.
Certain street corners and public spaces had a traffic sign Alex hadn’t seen before – “Pazi Snajper” – Caution snipers. That sign announced the “kill zone” of a sniper – a place where someone had been shot before.
Close to Hotel Holiday Inn, on Sniper Alley, there was another version of the sniper warning sign, with a touch of black humor: – Opasna Zona– RUNor R.I.P.– [Danger Area – Run or Rest In Peace(die)].
O Spitfire será provavelmente uma das aeronaves mais simbólicas da aviação. Era um caça magnifico que serviu em várias Forças Aéreas; diz quem teve a oportunidade de voar estas aeronaves (ainda há Spitfires a voar havendo mesmo uma versão adaptada para um passageiro), que a sua manobralidade é excelente. As aeronaves Portuguesas (em número superior a 100 unidades) vieram ao abrigo da utilização do Arquipélago dos Açores (Lages) como ponto de apoio para as forças aeronavais Britânicas na Segunda Guerra Mundial.
Spitfires Portugueses, da Base da Ota (1944/52) em patrulha sobre o Cabo de São Vicente
Os primeiros Spitfire Portugueses chegaram em 1942, ficando baseados inicialmente na Base Aérea 3 (Tancos) e, em posteriores entregas, na Base Aérea 2 (Ota). A frota Spitfire Nacional foi abatida ao efectivo em 1955, quando em que as ultimas aeronaves já só estavam a voar na BA 1 (Sintra) como avião de instrução para alta performance.
Durante a segunda metade dos anos quarenta, com 112 Supermarine Spitfire, aos quais se juntaram 140 caça-bombardeiros Hawker Hurricane, Portugal dispôs de um respeitável poder aéreo, jamais igualado. Esse poder aéreo justificava-se plenamente porque Hitler planeava atacar Gibraltar (Operação Félix) e Portugal seria invadido (com o apoio de Divisões Espanholas) caso os reforços Ingleses a Gibraltar desembarcassem na costa Portuguesa. A Operação Félix só não chegou a ocorrer por desentendimentos de contrapartidas com Espanha.
O secretário-Geral das Nações Unidas – António Guterres – disse recentemente: “O conflito Sírio entrou no seu 10º ano, contudo a Paz continua a ser uma ilusão. Este conflito brutal causou um custo humano inconsciente e provocou uma crise humanitária de proporções monumentais”.
Em 2012,durante uma missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) recebi instruções para coordenar e facilitar junto das autoridades aeronáuticas da ISAF (NATO), em Cabul, o envio urgente de 60 carros todo-o-terreno blindados para a Síria. Conduzi pessoalmente parte desses veículos para dentro dos aviões de carga que, durante vários dias, vieram a Cabul buscar a preciosa carga para o sucesso da ONU na Síria. A UNAMA juntava-se assim ao esforço mundial da ONU para ajudar a resolução do conflito Sírio, enviando uma parte importante do seu parque automóvel para a sua missão irmã em Damasco.
Embarque para Síria de 16 veículos blindados por cada Boeing 747 cargo -Cabul 2012
Contudo, passadas algumas semanas foi a desilusão total quando soubemos que a situação de segurança na Síria se tinha degradado de tal maneira que tiveram de suspender as actividades da ONU naquele País, e evacuar os capacetes azuis. Os 60 carros blindados da UNAMA ficaram lá, .., sabe Deus nas mãos de quem e com que finalidade.
Passados quase 10 anos do início do conflito, a guerra na Síria não decresceu de intensidade, muito pelo contrário; passou a envolver potências estrangeiras, com nuances da Guerra Fria a terem tempo de antena mediática.
Porém, algo menos noticiado e, na minha opinião muito perigoso, tem vindo a ocorrer com consequências potencialmente desastrosas para todo o mundo. Aparentemente, as forças em conflito na Síria tinham um “apetite especial” por atacar e destruir instalações Hospitalares. Segundo um relatório das Nações Unidas mais de metade dessas instalações e equipamentos foram destruídos.
Simultaneamente, os movimentos de pessoas deslocadas das suas zonas residenciais atingiu números astronómicos (perto de dois milhões somente na região de fronteira com a Turquia). A Turquia tem dezenas de milhares de refugiados Sírios dentro do seu território, servindo de tampão para a União Europeia; situação que Ancara ameaçou poder vir a deixar de manter, como forma de pressão política para a União Europeia. Agora vem a derradeira pergunta, actualizada aos mais recentes acontecimentos: “Como é que tudo isto reage à pandemia do Corona vírus?”
Concentrações de pessoas sem qualquer tipo de protecção contra a inclemência do clima; sem apoio de infra-estruturas médicas; com o risco elevadíssimo de contágio pelo novo vírus; às portas da Turquia que, por sua vez, tem uma população imensa com forte implementação na Europa. Como é que isto vai ser?
Ou me engano muito, ou Donald Trump vai faltar-se de rir quando vir o seu muro a ter novas versões nas fronteiras externas da Europa.
Ou seja … entandam de uma vez que as guerras dos outros … são as nossas guerras também. Parem!
No seguimento do sucesso tático dos helicópteros Alouette II e III em África, a Força Aérea recebeu, entre 1969 e 1971, 13 helicópteros Sud-Aviation SA-330 Puma. Parte dessas aeronaves seguiram para a Base Aérea 9, em Luanda (Angola) e outra parte para o Aeródromo Base n.º 7 em Tete (Moçambique).
O SA-330 Puma era um helicóptero biturbina, tripulado por 2 pilotos e um mecânico, com capacidade de transportar até 20 militares equipados para combate. Em alternativa podia ser configurado para transportar 8 passageiros VIP ou 16 passageiros em bancos normais. Na versão de evacuação sanitária podia transportar 6 macas e 4 assistentes. Na configuração de carga transportava 2.300 Kg de carga interior ou 2.500 Kg de carga suspensa. Tinha um raio de acção de 560 km, velocidade máxima de 310 km/h e um tecto de serviço de 5.600m.
Após regressarem da Guerra do Ultramar, os Pumas foram colocados na Base Aérea 6 Montijo (Esquadra 751) e na Base Aérea 4 Lages – Açores (Esquadra 752). Em 2005 a frota Puma foi desactivada devido à aquisição do novo helicóptero EH-101 Merlin. Contudo, devido a dificuldades de manutenção dos EH-101, em 2008, 4 dos Pumas foram reintroduzidos no arsenal da Força Aérea (Operação Fenix), voltando a voar na BA4 na Esquadra mista (SA-330 e C-212) 711.
Dedicados à Busca e Salvamento, após o conflito ultramarino os SA-330 salvaram 4280 vidas, 2482 das quais, no arquipélago dos Açores e, também nos Açores, nasceram a bordo dos Pumas 16 crianças. A frota Puma teve o seu fim (final) em 2011.
O Museu do Ar tem um dos Pumas em exposição estática em Sintra, com a particularidade desta ter sido a aeronave onde sua Santidade o Papa João Paulo II voou quando esteve em Portugal. Uma vez que o Puma é uma aeronave cuja plataforma fica relativamente elevada em relação ao solo quando aterrado, e como sua Santidade trajava as vestes tradicionais de Papa, não tinha amplitude de pernas para subir abordo, pelo que teve de se fazer umas escadinhas de dois degraus em madeira. Depois de Sua Santidade voltar ao Vaticano, as ditas escadinhas desapareceram na voracidade religiosa de quem teve acesso às mesmas.
After the establishment of Dayton’s Agreements (December 1995) to end the conflict in Bosnia Herzegovina, the UN (UNPROFOR) handed over to NATO ‘s Implementation Force (IFOR) the task of supervising the implementation of the Agreement. IFOR had approximately 60.000 soldiers in its Area of Responsibility (AOR). One year after that, IFOR had successfully finished its mission and reached its “end-date”, and NATO implemented a Stabilization Force (SFOR), which was subsequently activated on 20 December 1996, the date the IFOR mandate expired. Initially, SFOR’s size was around 32,000 troops, approximately half that of IFOR, and later reduced even further to 12.000. SFOR operation was brought to a successful end on 2 December 2005, and the European Union to over from NATO with a (EUFOR) force of 7.000 military personnel, with Operation Althea.
Flag ceremony in Camp Butmir – Operation Althea (2007)
With fewer troops in the AOR EUFOR had to have eyes and ears throughout the country to provide enough reaction time to react. Therefore, in February 2007, the troop levels was educed to around 1,600 but the Althea (the healing Greek Goddess) incremented its overall situational awareness by following the example of the United Nations Military Observers (UNMO) teams model, and implemented 45 Liaison and Observation Teams (LOTs) throughout the Country.
However, unlike the UNMO system, the LOT did not have a multinational constitution and they were not fully controlled or financed by the European Union. LOT houses were equipped and financed by the Troop Contributing Nation, and the personnel of the LOT were all from that same nation. The constitution of the Team (team member numbers, ranks, male/female, expertise, weapons, vehicles, etc.) was all a National responsibility. The LOT modus operandi was the result of bilateral agreements between the TCN and the Government of Bosnia Herzegovina. The EU (Althea) had the tactical control of their activities in the AOR.
The LOTs work was critical for Althea’s the Command and Control, because (much like the UNMO for the UN) they were a key element of the EUFOR Situational Awareness (SA). They were the ‘feet on the ground’ of the mission, living in rented houses among the population; hence the principal visible presence of EUFOR throughout the country.
LOT tasks were:
Reports on the situation in their area of operations (AOO);
Investigate and prompt response to short notice Requests for Information (RFI) about events in their AOO;
Exercise liaison with International Organizations and with Bosnia Herzegovina’s Organizations Local authorities (Civ/Mil);
Be prepared to support information and/or media activities as tasked;
Maintain up to date plans for emergencies and evacuation.
Although it was a National responsibility to define the constitution of the LOT, the composition of such teams should encompass the capability to maintain 2 Patrols in the field, cover LOT House security and communications duty on a 24 hour basis and allow for personnel on leave. Strengths would normally vary between 6 and 10 military personnel (lead by a Lieutenant Colonel), along with 3 to 5 Local Staff. Each LOT should be able to maintain at least 75% of its strength in the LOT AOR at all times.
In 2012, following another force restructuring, Operation Althea was further reduced to just about 600 staff members, mainly dedicate to collective and combined training of the Bosnian Armed Forces.