No dia 16 de julho de 2026 o Núcleo do Seixal da Liga dos Combatentes visitou o “Real Edifício de Mafra”, conhecido (incorretamente como “Convento de Mafra”. Este “mega” edifício – um dos maiores da Europa para a época (Séc. XVII) concentra numa única estrutura quatro elementos: Uma Basílica feita à luz e sob inspiração do Vaticano; dois palácios reais (um para o Rei – D. João V – à esquerda da Basílica e outro para a Rainha – Da. Maria Ana de Áustria – à direita da mesma); e um convento para 300 frades a fechar o polígono da parte de trás. Inicialmente prometido para apenas 17 monges para cumprir a promessa do Rei D. João V se fosse agraciado com divina de ter um filho, o projeto foi crescendo para um complexo considerado uma obra-prima do barroco, património da UNESCO, que tem mais de 3.000 salas, quartos e salões, com mais de 5.500 janelas e portas, tendo sobrevivido com meras rachas numa escadaria (ainda visíveis) ao terramoto de 1755.

O Rei D. João V (1707-1750) foi um dos quatro governantes portugueses que lideraram o País por mais de 40 anos (D. Afonso Henriques, D. Diniz, D. João V e Dr. Oliveira Salazar), colocou a primeira pedra do edifício no dia 17 de novembro de 1717, tendo assistido à sagração do mesmo em 1730.
Na parte militar – Escola das Armas do Exército – visitamos espaços e recebemos explicações raramente acessíveis ao grande público, porque normalmente as visitas concentram-se nos dois palácios, na basílica, na biblioteca Real e no Museu da Música (espaços que também visitámos).

