O F-86 Sabre foi um dos aviões mais produzidos na história da aviação. Portugal recebeu os primeiros F-86 em 1958, ao abrigo das contrapartidas do acordo das Lajes. Inicialmente os Sabre ficaram na BA-2 Ota, até a BA-5 Monte Real ficar operacional e pronta a receber as duas esquadras Portuguesas de F-86, os “Falcões” (com faixas azuis) e os “Galos” (com faixas vermelhas). Em 1959 Monte Real ficou operacional.

Com o início das actividades insurgentes nas Províncias Ultramarinas, em 1961, a Esquadra dos Galos foi desactivada e os sues pilotos reforçaram a Esquadra dos Falcões, tendo oito aviões partido para a Guiné, numa viagem de 3 800Km o equivalente a seis horas e dez minutos de voo, um recorde para Força Aérea Portuguesa ao tempo, que os levou até Bissalanca (Operação Atlas).
Atendendo a que os F-86 tinham sido fornecidos no âmbito da NATO, e que Portugal estava debaixo de sanções da ONU à altura devido à sua política em África, os Estados Unidos pressionaram o Governo Português para os F-86 deixaram de operar na Guiné a partir de 1964. O último voo dos F-86 foi a 31 de Julho de 1980, tendo a frota sido abatida ao efectivo da FAP após esse voo.
