História aeronáutica Portuguesa- o “T-Bird” T-33

Portugal recebeu aeronaves T-33, em 1953, com o intuito de treinar pilotos para os caças a jacto F-84. As primeiras aeronaves ficaram estacionadas na BA-2 (Ota) ministrando instrução de voo por instrumentos. Embora o T-33 fosse uma aeronave bilugar de instrução, a FAP tinha algumas unidades monolugares de reconhecimento. O nariz desses T-33 monolugares era ligeiramente diferente, de modo a alojar camaras fotográficas. O Museu do Ar ainda tem no seu espólio um T-33 monolugar.

Tbirds monolugar e bilugar sobre o “Forte da Graça” – Elvas

Em 1957 os T-33 passaram para a BA-3 (Tancos) e em 1958 a esquadra passou a designar-se Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem em Aviões de Combate (EICPAC). A designação táticas “Caracóis” deveu-se a uma participação de alguns pilotos no (então) Rali TAP, tendo conseguido um dos honrosos últimos lugares na competição, pelo que adoptaram com garbo o indicativo de “Os Caracóis” e o lema de instrução “Devagar se vai ao longe”. Tudo em contradição com as altas velocidades que aquela aeronave atingia na altura. Em 1960 a esquadra regressa à Ota e começa a trabalhar na conversão de pilotos para o “novo” F-86 Sabre.  Em 1974 os T-33 foram transferidos para a BA-5 (Monte Real) e em 1980 a esquadra recebe os T-38 “Talon”, formando duas esquadrilhas; a esquadrilha T-33 para instrução complementar e a esquadrinha T-38 para a componente operacional.

Em 1987 a esquadra foi transferida para a BA-11 (Beja) e em 1988 os T-33 iniciam a desactivação gradual, sendo as suas aeronaves substituídas pelo Ajet. Durante a sua existência de 60 anos, a Esquadra 103 totaliza mais de 65.000 em T-33, formando centenas de pilotos da FAP.

Publicado por Paulo Gonçalves

Retired Colonel from the Portuguese Air Force

2 comentários em “História aeronáutica Portuguesa- o “T-Bird” T-33

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