Bartolomeu de Gusmão foi um padre Jesuítas cientista Português do Brasil dos SEC. XVII/XVIII, que, em 1709, inventou o primeiro aeróstato ao qual ele apelidou (em patente registada) de “instrumento para se andar pelo ar”, ficando posteriormente conhecido por “Passarola”.
A ”Passarola”, tal como a reconhecemos na actualidade nunca existiu, não passando de uma interpretação popular daquilo que efectivamente Bartolomeu inventou – o Balão de Ar-quente. Essa irrealista representação gráfica, terá sido inspirada em algumas lendas do Brasil, e foi desenhada por um aluno de Bartolomeu para afastar os curiosos da verdadeira invenção.

Em 1709 o Padre Bartolomeu apresentou à Corte Portuguesa o seu “instrumento para se andar pelo ar”, tendo feito várias demonstrações. Eram no entanto engenhos miniaturizados e sem qualquer tipo de controlo, tendo em muitos casos pegado fogo. Contudo, reza a história que em outubro desse ano terá sido feita uma outra demonstração em Lisboa (ao ar livre) com um engenho que já podia transportar um homem; demonstração que terá sido um sucesso.

O padre Bartolomeu de Gusmão foi autor de outras invenções de relevo, acabando por ter problemas com a Inquisição. Adoeceu gravemente e morreu em Espanha – Toledo – com a modesta idade de 38 anos, fugindo às Inquisições Portuguesa e Espanhola.
