História aeronáutica Portuguesa -O A-7P

O A-7 Corsair II, foi a resposta da fábrica Vought (1965) a um concurso lançado pela Marinha Norte-americana para a aquisição de um caça-bombardeiro que fosse ágil e robusto com manutenção fácil e económica, com grande autonomia e capacidade de transporte de grandes quantidades de armamento tecnologicamente avançado. O A-7 foi a primeira aeronave a ser dotada de um HUD (Head Hup Display).

O A-7 foi introduzido na FAP, em 1981 (na BA-5, nas Esquadras 201 e 302 – Falcões, e 304 – Magníficos), com o intuito de colmatar o abate da frota dos F-86F Sabre, e, simultaneamente, que introduzir novas tecnologias na FAP.

A fim de fazer a conversão dos aviadores portugueses para esta nova aeronave, a Marinha dos Estados Unidos “emprestou temporariamente” uma aeronave bilugar (TA-7 nº154404), a qual mantinha as cores da US Navy (branco) tendo por isso ficado conhecida como “a Pomba Branca”. A “pomba Branca foi devolvida à US Navy em 1985.

A versão do A-7 português era francamente melhorada que as suas congéneres anteriores, tendo recebido a letra “P” – A-7 (plus); que muitos entendiam tratar-se de “A-7 P”ortuguês. A FAP recebeu 50 aeronaves A-7P e TA-7P (versão bilugar, a qual não restringia a capacidade operacional da aeronave). Com a introdução destas aeronaves, a Força Aérea entrou definitivamente na era das novas tecnologias, uma vez que o A-7 tinha um sistema inercial (INS) para ataque a alvos com precisão e navegação autónoma em alto mar, onde não existem pontos de referência para navegação ou largada de armamento. Possuía um radar de acompanhamento do terreno, que permitia voar a baixas altitudes, executando com eficácia a penetração em território hostil. Tinha um equipamento de Proteção Eletrônica (EPM) ativo e passivo, algo que nenhum outro caça português tinha anteriormente. Para além de estar equipado com Radar Altímetro, PMDS, Computador de Tiro e de Navegação, RWR, ALQ131, Rádios e IFF, seleção de armamento, etc.

O último voo do A-7P ocorreu no dia 10 de Julho de 1999, com 64000 horas de voo e 18 anos ao serviço da Força Aérea Portuguesa, com o A-7P número de cauda 15521, o qual tinha uma pintura muito especial.

O último voo do A-7P
O último voo do A-7P

Publicado por Paulo Gonçalves

Retired Colonel from the Portuguese Air Force

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