DH-82 Tiger moth – A celebridade aeronáutica

Os DH-82 Tiger Moth foram construídos após a Primeira Grande Guerra, com o objectivo de aeronave de instrução (civil/militar) e de recreio civil. Estas aeronaves, das quais ainda hoje há várias a voar por todo o Mundo, tiveram uma produção em massa (mais de 7200 aviões) devido ao seu sucesso.
Quando Portugal decidiu substituir os Avro 504 e Caudron G.3, adquiriu um dos (na altura) novos Tiger Moth e Avro Cadete. Fizeram os testes e cegaram à conclusão que o Tiger era melhor. Contudo, o Avro Cadete foi preservado e ainda hoje pode ser visitado no Museu do Ar – em Sintra – sendo a única aeronave do género em toda a Europa e uma das duas únicas originais no Mundo.
Os Tiger entraram ao serviço em 1934, para equipar as esquadrilhas de instrução de pilotagem da Aeronáutica Militar, e da Aviação Naval, num total de 141 aeronaves. Grande parte dos Tiger Moth portugueses foram construídas sob licença nas OGMA.
Esta aeronave, muito manobrável e apta para acrobacia, não tinha travões (usava o atrito do patim de cauda no solo relvado), não tinha comunicações, e nem sequer tinha um manómetro velocímetro, usando para o efeito uma peça metálica no montante da asa, que se deslocava com a deslocação de ar sobre uma escala graduada, dando a noção da velocidade da aeronave.
Aquando da criação da Força Aérea, em 1952, cerca de 30 Tiger Moth ainda estavam a voar, e foram transferidos para o novo Ramo das Forças Armadas.
Foram abatidos ao serviço em 1955, sendo substituídos pelo De Havilland Chipmunk, o qual, aliás, tem a silhueta da fuselagem muito parecida com a da Tiger Moth.
O Museu do Ar tem três Tiger Moth expostos (um em Sintra, um em Alverca e um no Estado-Maior da Força Aérea em Alfragide), entre eles o número 111 (em Sintra) que foi o primeiro DH-82A Tiger Moth recebido pela A.M.

O de Sintra era o CS-AEF, pintado de preto e vermelho
CurtirCurtir