O Spitfire será provavelmente uma das aeronaves mais simbólicas da aviação. Era um caça magnifico que serviu em várias Forças Aéreas; diz quem teve a oportunidade de voar estas aeronaves (ainda há Spitfires a voar havendo mesmo uma versão adaptada para um passageiro), que a sua manobralidade é excelente. As aeronaves Portuguesas (em número superior a 100 unidades) vieram ao abrigo da utilização do Arquipélago dos Açores (Lages) como ponto de apoio para as forças aeronavais Britânicas na Segunda Guerra Mundial.

Os primeiros Spitfire Portugueses chegaram em 1942, ficando baseados inicialmente na Base Aérea 3 (Tancos) e, em posteriores entregas, na Base Aérea 2 (Ota). A frota Spitfire Nacional foi abatida ao efectivo em 1955, quando em que as ultimas aeronaves já só estavam a voar na BA 1 (Sintra) como avião de instrução para alta performance.
Durante a segunda metade dos anos quarenta, com 112 Supermarine Spitfire, aos quais se juntaram 140 caça-bombardeiros Hawker Hurricane, Portugal dispôs de um respeitável poder aéreo, jamais igualado. Esse poder aéreo justificava-se plenamente porque Hitler planeava atacar Gibraltar (Operação Félix) e Portugal seria invadido (com o apoio de Divisões Espanholas) caso os reforços Ingleses a Gibraltar desembarcassem na costa Portuguesa. A Operação Félix só não chegou a ocorrer por desentendimentos de contrapartidas com Espanha.
