
O North American T-6 Harvard é uma aeronave icónica em qualquer lado do Mundo; desde a Segunda Guerra Mundial até à actualidade. Foram produzidos cerca de 17.000 unidades em vários países, sob licença Americana, tendo voado em múltiplas configurações em mais de 50 forças armadas. Os primeiros T-6 portugueses chegaram em 1947, para equipar as unidades de instrução de pilotagem do Exército (Aeronáutica Militar), na BA-1 – Sintra. A Marinha Portuguesa seguiu o exemplo e também adquiriu T-6 para instrução, no Centro de Aviação Naval de São Jacinto. Em 1952, com a criação da Força Aérea Portuguesa, todos esses aparelhos transitaram para a FAP, tendo sido adquiridos ainda mais T-6.

Com o conflito nas Províncias Ultramarinas, a FAP viu-se forçada a adaptar os T-6 em aviões de combate, uma vez que Portugal estava sob embargo de armas imposto pelas Nações Unidas. Os T-6 da FAP combateram em Angola, Guiné e Moçambique. Os T-6 portugueses foram abatidos ao efectivo da FAP em 1978, continuando a voar no Museu do Ar por mais de duas décadas. A FAP chegou a ter mais de 250 T-6 a voar nos vários teatros de operações. Atualmente nenhum T-6 português está em estado de voo (em Portugal), mas o Museu do Ar tem várias unidades em exposição e reservas museológicas.

