História aeronáutica Portuguesa -SA330 Puma

No seguimento do sucesso tático dos helicópteros Alouette II e III em África, a Força Aérea recebeu, entre 1969 e 1971, 13 helicópteros Sud-Aviation SA-330 Puma. Parte dessas aeronaves seguiram para a Base Aérea 9, em Luanda (Angola) e outra parte para o Aeródromo Base n.º 7 em Tete (Moçambique).

O SA-330 Puma era um helicóptero biturbina, tripulado por 2 pilotos e um mecânico, com capacidade de transportar até 20 militares equipados para combate. Em alternativa podia ser configurado para transportar 8 passageiros VIP ou 16 passageiros em bancos normais. Na versão de evacuação sanitária podia transportar 6 macas e 4 assistentes. Na configuração de carga transportava 2.300 Kg de carga interior ou 2.500 Kg de carga suspensa. Tinha um  raio de acção de 560 km, velocidade máxima de 310 km/h e um tecto de serviço de 5.600m.

Após regressarem da Guerra do Ultramar, os Pumas foram colocados na Base Aérea 6 Montijo (Esquadra 751) e na Base Aérea  4 Lages – Açores (Esquadra 752). Em 2005 a frota Puma foi desactivada devido à aquisição do novo helicóptero EH-101 Merlin. Contudo, devido a dificuldades de manutenção dos EH-101, em 2008, 4 dos Pumas foram reintroduzidos no arsenal da Força Aérea (Operação Fenix), voltando a voar na BA4 na Esquadra mista (SA-330 e C-212) 711.

Dedicados à Busca e Salvamento, após o conflito ultramarino os SA-330 salvaram 4280 vidas, 2482 das quais, no arquipélago dos Açores e, também nos Açores, nasceram a bordo dos Pumas 16 crianças. A frota Puma teve o seu fim (final) em 2011.

O Museu do Ar tem um dos Pumas em exposição estática em Sintra, com a particularidade desta ter sido a aeronave onde sua Santidade o Papa João Paulo II voou quando esteve em Portugal. Uma vez que o Puma é uma aeronave cuja plataforma fica relativamente elevada em relação ao solo quando aterrado, e como sua Santidade trajava as vestes tradicionais de Papa, não tinha amplitude de pernas para subir abordo, pelo que teve de se fazer umas escadinhas de dois degraus em madeira. Depois de Sua Santidade voltar ao Vaticano, as ditas escadinhas desapareceram na voracidade religiosa de quem teve acesso às mesmas.

Publicado por Paulo Gonçalves

Retired Colonel from the Portuguese Air Force

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